Mãe
Ocorrência foi atendida pela Ciptur da Polícia Militar - Foto: Reprodução

Uma mulher de 20 anos foi presa na tarde de domingo (26), no bairro Dr. Sílvio Leite, em Boa Vista, suspeita de maus-tratos contra o filho, um bebê de apenas dois meses. Segundo a Polícia Militar, ela foi encontrada visivelmente embriagada após se envolver em uma briga em um bar e apresentava dificuldades para explicar onde estava a criança.

De acordo com o boletim de ocorrência, a guarnição foi acionada após receber a informação de que a mulher estava ingerindo bebida alcoólica em um estabelecimento comercial com o recém-nascido no colo e discutindo com outros frequentadores. Ao chegar ao local, os policiais encontraram a suspeita em vias de fato com outra mulher, que não quis se identificar nem registrar ocorrência.

Ainda conforme a PM, a mulher apresentava sinais evidentes de embriaguez, falava de forma desconexa e chegou a afirmar que havia ido ao bar apenas para comprar leite, além de dizer que não estava com o filho. O proprietário do estabelecimento, no entanto, relatou aos policiais que ela permanecia no local desde as 9h, consumindo bebidas alcoólicas, dançando e ouvindo som alto, sempre com o bebê no colo. Segundo ele, em alguns momentos a criança também era entregue aos cuidados de outras pessoas presentes no bar.

Inicialmente, os policiais não localizaram o recém-nascido. Após informações de moradores, a equipe encontrou o bebê na casa da avó paterna, nas proximidades do estabelecimento. A mulher contou que a criança havia sido levada até sua residência por uma conhecida, porque estava desde cedo no bar com a mãe.

Segundo o boletim, a avó também afirmou que a suspeita já era conhecida por frequentar bares levando o filho e relatou que existe uma medida protetiva em favor do pai da criança em razão de episódios anteriores de violência doméstica. Essas informações foram prestadas pela familiar aos policiais e deverão ser apuradas pelas autoridades.

A mulher foi conduzida à delegacia para os procedimentos cabíveis. Conforme a Polícia Militar, ela permaneceu alterada durante toda a ocorrência, proferindo ofensas contra os policiais, mas não houve necessidade do uso de algemas.

ReportagemRedação

Deixe seu comentário

Please enter your comment!
Please enter your name here