A Polícia Civil de Roraima prendeu nesta segunda-feira (16), em Boa Vista, um homem de 43 anos e uma mulher de 49 investigados por estupro de vulnerável contra uma adolescente de 12 anos. Segundo a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), o padrasto é suspeito de cometer abusos sexuais contra a vítima por cerca de dois anos, enquanto a mãe teria se omitido e também agredido a filha.
A prisão ocorreu no bairro Equatorial, após decisão judicial que autorizou a prisão preventiva dos dois investigados. De acordo com a Polícia Civil, o homem é apontado como autor direto dos abusos e a mãe é investigada por omissão e por agressões físicas contra a adolescente.
Segundo o delegado da DPCA, Matheus Rezende, o caso começou a ser investigado no dia 9 de março de 2026, quando a Polícia Militar localizou a adolescente após ela fugir de casa.
A menina havia procurado abrigo na residência de uma conhecida da família. No local, relatou sofrer abusos sexuais recorrentes praticados pelo padrasto, identificado como D. J. P. G., de 43 anos, além de agressões físicas e psicológicas atribuídas à mãe, L. E. G. F., de 49 anos.
Com base no relato, a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente abriu investigação e passou a ouvir a vítima e testemunhas.
“Durante a investigação, por meio de escuta qualificada, foi possível identificar que a vítima vinha sendo submetida a atos libidinosos frequentes, incluindo toques inapropriados e violações de sua privacidade. Conforme apurado na investigação, os abusos ocorriam há cerca de dois anos, quando ela tinha apenas 10 anos de idade”, afirmou o delegado.
Mãe teria conhecimento dos abusos
De acordo com os depoimentos colhidos durante a investigação, a mãe da adolescente tinha conhecimento da conduta do companheiro, mas não teria impedido as agressões.
Segundo os relatos reunidos pela polícia, em algumas ocasiões a mulher teria reagido com violência contra a própria filha quando ela tentou denunciar os abusos.
Ainda conforme o delegado, a mãe é investigada por omissão penalmente relevante, situação prevista na legislação quando alguém que tem o dever legal de proteção deixa de agir para impedir o crime.
“A vítima está recebendo o devido suporte e encontra-se sob acompanhamento do Conselho Tutelar”, informou o delegado.
Após a coleta de depoimentos e outros elementos da investigação, a Polícia Civil solicitou à Justiça a prisão preventiva do casal. A medida foi autorizada pelo Judiciário.
Os dois foram localizados no bairro Equatorial e levados para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente. Segundo a polícia, o padrasto deve ser indiciado por estupro de vulnerável. A mãe responderá pelo mesmo crime na modalidade de omissão imprópria e também por lesão corporal em contexto de violência doméstica.
Após a prisão, os dois foram apresentados à Justiça ainda nesta segunda-feira para audiência de custódia.








