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Foto: Semuc BV

Mulheres também estão ao volante dos ônibus que circulam diariamente pelas ruas e estradas de Boa Vista. No transporte coletivo urbano e no transporte escolar da zona rural, motoristas enfrentam a responsabilidade de conduzir veículos de grande porte enquanto garantem o deslocamento seguro de passageiros e estudantes.

No sistema de transporte público da capital, uma dessas profissionais é Jéssica Scarlaty, de 33 anos. Há quatro anos trabalhando como motorista de ônibus, ela percorre diferentes rotas da cidade conduzindo passageiros que utilizam o transporte coletivo.

Habilitada na categoria E da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), necessária para dirigir veículos de grande porte, Jéssica conta que chegou à profissão depois de ter seguido outro caminho profissional.

“Já fui professora de matemática na Universidade Federal de Roraima (UFRR), mas não penso em voltar. Eu gosto mesmo é de ser motorista”, contou.

Segundo ela, o trabalho permite acompanhar de perto a rotina da cidade e contribuir para o deslocamento diário de quem depende do transporte público.

Na zona rural de Boa Vista, o trabalho de conduzir ônibus também faz parte da rotina de Joana Freitas, de 58 anos. Motorista escolar há 12 anos, ela atua na Escola Municipal Maria de Lourdes Dias de Abreu, localizada na Vila do Passarão.

Joana explica que entrou na profissão em busca de estabilidade e acabou descobrindo um trabalho que exige mais do que apenas habilidade ao volante.

“No início, eu não imaginava trabalhar como motorista de ônibus escolar, mas sempre gostei de dirigir e de lidar com pessoas. Com o tempo percebi que essa profissão exige muito mais do que dirigir. É preciso cuidado, atenção e carinho com as crianças”, explicou.

Mãe de dois filhos e avó de seis netos, ela afirma que a experiência familiar ajuda a lidar com os estudantes durante o trajeto entre casa e escola.

“Eu trato as crianças como se fossem meus filhos. A partir do momento que entram no transporte, já sinto essa responsabilidade. Os pais confiam na gente e isso faz com que o nosso cuidado seja ainda maior”, conta.

Mesmo em uma profissão ainda marcada pela predominância masculina, Joana diz que a presença feminina no volante tem servido de incentivo para outras mulheres.

“É um desafio muito grande estar ali no meio de vários homens, mas também é motivo de orgulho representar as mulheres. Já ouvi muitas pessoas dizerem que se sentem incentivadas ao me ver trabalhando como motorista”, relatou.

Para Jéssica, a participação das mulheres em diferentes profissões também depende de confiança e iniciativa. “As mulheres devem acreditar e fazer o que quiser, porque a gente pode tudo”, finalizou.

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