Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil de Roraima concluiu a investigação de um roubo à mão armada ocorrido em 29 de junho, em uma residência no bairro Jardim Tropical, zona Oeste de Boa Vista. Cinco pessoas foram identificadas como suspeitas de participação no crime, desde o planejamento e a execução até a negociação dos objetos roubados.

Segundo a Polícia Civil, duas pessoas chegavam à residência por volta das 19h30 quando foram abordadas por dois homens armados, com os rostos parcialmente cobertos. Os suspeitos levaram um cordão de ouro de aproximadamente 14 gramas, um iPhone 17 Pro Max e um iPhone 13.

A investigação apontou que informações sobre a rotina e os deslocamentos de uma das vítimas teriam sido usadas no planejamento da ação. Dois dos investigados estão presos preventivamente, um permanece foragido e os outros dois foram indiciados por suspeitas relacionadas à participação no crime e à receptação dos celulares.

Planejamento e execução

De acordo com a apuração, dois homens são apontados como responsáveis por invadir a residência e executar o roubo. Um terceiro investigado confessou participação e afirmou que foi convidado para integrar a ação, mas permaneceu do lado de fora do imóvel. Ele relatou que recebeu R$ 500 provenientes da divisão do dinheiro obtido com o crime.

Um dos suspeitos apontados como executor negou envolvimento e afirmou não conhecer os demais investigados. A Polícia Civil informou que a versão foi confrontada com depoimentos e outros elementos reunidos durante a investigação.

A apuração também analisou registros de monitoramento eletrônico de um dos investigados. Segundo a Polícia Civil, os dados indicaram uma irregularidade relacionada ao envelopamento da tornozeleira eletrônica no período do crime.

Celulares foram recuperados

Uma mulher investigada é suspeita de fornecer informações sobre a rotina de uma das vítimas e de intermediar a negociação dos aparelhos após o roubo. Ela negou participação voluntária e alegou que sofria ameaças de morte de um dos envolvidos.

Os celulares foram vendidos a uma assistência técnica. O proprietário do estabelecimento foi indiciado por suspeita de receptação qualificada. Em depoimento, ele afirmou ter comprado os aparelhos da mulher por meio de transferências via Pix, nos valores de R$ 300 pelo iPhone 13 e R$ 1.200 pelo iPhone 17 Pro Max.

O comerciante declarou que consultou os números de identificação dos aparelhos e os sistemas da Apple antes da compra e que só soube da possível origem criminosa após ser procurado pela polícia. Segundo a investigação, imagens de segurança e conversas sobre a negociação ajudaram a esclarecer a venda. Os dois celulares foram recuperados e devolvidos às vítimas.

ReportagemRedação

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