A Polícia Civil de Roraima autuou em flagrante, nesta quinta-feira (7), a autônoma S.K.R.A., de 27 anos, pelos crimes de lesão corporal qualificada e maus-tratos contra os próprios filhos, uma menina de 11 anos e um menino de 2 anos. A prisão ocorreu após uma decisão do juiz Esdras Benchimol, dentro do Fórum Criminal Ministro Evandro Lins, em Boa Vista.
Segundo a PCRR, a mulher estava no fórum para acompanhar a filha mais velha em um depoimento especial relacionado a uma investigação de maus-tratos. Durante a permanência no local, uma servidora da Vara de Vulneráveis presenciou a suspeita agredindo o filho caçula.
De acordo com o relato, a criança, que estava descalça, foi puxada pelo braço e arrastada pelo chão. Em seguida, a mulher teria soltado o menino, que caiu e bateu a cabeça, sendo novamente puxado com violência.
Após a situação ser presenciada no fórum, o magistrado determinou a prisão imediata da mulher. A Polícia Militar foi acionada e conduziu a suspeita até a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).
A delegada da DPCA, Clarissa Pinheiro, afirmou que a equipe constatou indícios de violência contínua contra as duas crianças. Segundo ela, a filha de 11 anos relatou agressões frequentes, inclusive com uso de fio ou cabo de carregador, além de apresentar lesões compatíveis com os relatos.
Ainda conforme a investigação, a menina informou ter sido agredida fisicamente no dia anterior após uma suposta desobediência. Ela também relatou que era submetida com frequência a tarefas domésticas excessivas e à responsabilidade de cuidar do irmão mais novo.
No interrogatório, a mulher admitiu ter agredido a filha, segundo a Polícia Civil. “No interrogatório, a autuada admitiu ter agredido a filha, tentando justificar a violência como forma de disciplina. No entanto, os elementos reunidos evidenciaram um cenário contínuo de violência doméstica, maus-tratos e graves violações dos direitos fundamentais dessas crianças”, disse a delegada.
As duas crianças foram acolhidas pela rede de proteção e receberam acompanhamento dos órgãos competentes, com assistência especializada e suporte psicossocial.
A investigada passou por audiência de custódia nesta sexta-feira (8) e permanece à disposição da Justiça.










