Jalser
Jalser Renier e Edio Lopes - Foto: Redes Sociais/colagem

O candidato a deputado estadual Jalser Renier (PSDB) registrou um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil após uma confusão na sede estadual do partido, em Boa Vista. Ele afirma ter sido agredido fisicamente por Douglas Lopes, filho do candidato a deputado federal e presidente regional da sigla, Edio Lopes.

Edio negou que Jalser tenha sido agredido por seus filhos e apresentou uma versão diferente. Segundo ele, o ex-deputado teria se alterado durante uma conversa sobre questões administrativas das chapas estadual e federal e, posteriormente, partido para cima de um dos filhos do dirigente partidário.

Discussão sobre recursos eleitorais

Segundo Jalser, a confusão começou durante uma reunião convocada por Edio Lopes para discutir a divisão dos recursos eleitorais e a candidatura de Dra. Taty, esposa de Jalser, à Câmara dos Deputados.

Jalser relatou que Edio iniciou a conversa em tom agressivo e teria ameaçado suspender o repasse de recursos e “implodir o partido”, sob a alegação de que Dra. Taty desistiria da disputa.

“Quando eu cheguei, o Edio começou a falar em tom agressivo que não iria passar o fundo partidário para o PSDB, porque teve informações de que a doutora Taty iria desistir da eleição. Eu olhei para ele, até ri, e disse que não era moleque e que não estou fazendo campanha de brincadeira”, declarou Jalser.

O candidato afirmou ter garantido que a esposa permanece na disputa. Ele também disse ter cobrado supostos valores que teria emprestado anteriormente a Edio Lopes.

“Disse a ele que não precisava passar o fundo eleitoral para ela, porque só o dinheiro que ele já me deve, de tanto que eu já emprestei, cobria muito mais do que o fundo. Falei que ele estava ariando e que a Taty é candidata e vai ganhar dele”, afirmou.

Ainda conforme Jalser, após uma nova discussão, ele decidiu encerrar a conversa e deixar o prédio acompanhado de sua secretária.

Jalser diz ter sido derrubado no asfalto

Jalser afirma que, ao descer as escadas e chegar à calçada, foi abordado pelos filhos de Edio Lopes e por outras pessoas. Segundo o candidato, Douglas Lopes teria dado duas rasteiras nele, fazendo com que caísse no chão.

“Eu estava sozinho, só com a minha secretária. Não fui lá para bater boca nem para brigar. Um deles me agrediu, deu uma rasteira e me jogou no chão. Quando me levantei, deu outra rasteira e caí novamente no asfalto”, relatou.

No registro policial, Jalser levantou a suspeita de que a situação teria sido previamente organizada para colocá-lo em desvantagem numérica. Ele também afirmou que, após conseguir chegar ao veículo, perguntou quem havia praticado a agressão. Na ocasião, outro familiar de Edio teria dito, da sacada do imóvel, que o irmão agiu “a mando dele”.

Após registrar a ocorrência, Jalser realizou exame de corpo de delito e manifestou interesse em representar criminalmente contra Edio Lopes, Douglas Lopes e os demais envolvidos.

“Não vou responder agressão com agressão. A nossa resposta será nas urnas. Quem decide é o povo de Roraima”, declarou.

Edio nega agressão e acusa Jalser de iniciar confronto

Em manifestação encaminhada à imprensa, Edio Lopes afirmou que tentava conversar com Jalser havia cerca de dez dias para resolver questões administrativas relacionadas às chapas estadual e federal do PSDB.

Segundo Edio, a reunião começou de forma cordial, mas Jalser teria se tornado agressivo e deixado o escritório aos gritos.

“Começamos uma conversa que tinha tudo para ser civilizada e cordial, mas, de repente, o ex-deputado tornou-se agressivo, extremamente desequilibrado, e não tivemos condições de continuar o diálogo”, afirmou.

Edio relatou que, na saída do prédio, Jalser encontrou um dos filhos dele, que não teria atuação política, e passou a fazer acusações contra a família. Conforme a versão do dirigente partidário, Jalser teria iniciado a agressão física.

“Ele passou a agredi-lo verbalmente, com acusações absurdas contra mim, e, de repente, partiu para a agressão física. Como havia muita gente no local, ocorreu um ligeiro tumulto e o ex-deputado Jalser acabou indo ao solo”, declarou.

O presidente regional do PSDB negou que seus filhos ou seguranças tenham agredido Jalser. Edio também ressaltou que não possui equipe de segurança.

“Em nenhum momento houve agressão de nenhum dos meus filhos. Eu não tenho histórico de agressões ou de violência. Isso não é o meu perfil, nem o perfil da minha família”, disse.

Edio ainda acusou Jalser de possuir histórico de conflitos com outros políticos de Roraima e classificou a repercussão do episódio como “teatrinho”. Ao final, recomendou que o candidato retomasse sua campanha para deputado estadual e a campanha de Dra. Taty à Câmara Federal.

ReportagemRedação

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