O governo dos Estados Unidos informou nesta terça-feira (27) que emitirá vistos para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e seus familiares segundo informam as agências internacionais de notícias. O anúncio ocorre após a saída do parlamentar do Brasil, dois dias depois da derrota para Lula (PT) no segundo turno da eleição presidencial. A manifestação americana não confirma a concessão de asilo político.
Flávio havia sido proibido de deixar o país pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também determinou a entrega dos passaportes em até 24 horas. Os documentos foram cancelados pela Polícia Federal após o descumprimento da ordem. O senador é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro e nega irregularidades.
O empresário mexicano Simón Levy, que se apresenta como aliado de Donald Trump, afirmou que Flávio chegou aos Estados Unidos e atribuiu ao secretário de Estado, Marco Rubio, a articulação da viagem. A participação de Rubio não foi confirmada oficialmente.
Lula classificou a saída do adversário como um “ato vergonhoso” e cobrou o cumprimento da decisão judicial. O presidente também lembrou que entregou o próprio passaporte e se apresentou à Polícia Federal em 2018. As declarações foram dadas durante encontro com apoiadores no Palácio da Alvorada.
A saída de Flávio provocou uma reunião de emergência no PL. Integrantes da legenda desconheciam a decisão do senador de deixar o Brasil.










