O dinheiro esquecido em bancos e outras instituições financeiras chegou a R$ 5,65 bilhões em julho, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira (8). O valor disponível aumentou em relação aos R$ 5,12 bilhões registrados em junho.
Do total, R$ 4,25 bilhões pertencem a 23,57 milhões de pessoas físicas. Outros R$ 1,40 bilhão podem ser resgatados por cerca de 2,19 milhões de empresas.
Os valores podem ser consultados gratuitamente pelo Sistema de Valores a Receber (SVR), do Banco Central. O serviço reúne recursos deixados em bancos, administradoras de consórcios, cooperativas, instituições de pagamento e outras empresas do sistema financeiro.
Quanto cada pessoa pode receber
Apesar dos bilhões disponíveis, a maioria dos beneficiários tem valores pequenos para resgatar. Segundo o Banco Central, 69,45% têm entre R$ 0,01 e R$ 10. Outros 18,97% possuem entre R$ 10,01 e R$ 100.
Já 9,35% têm valores entre R$ 100,01 e R$ 1 mil, enquanto apenas 2,22% possuem mais de R$ 1 mil.
Os recursos podem ter diferentes origens, como contas encerradas com saldo, tarifas cobradas indevidamente, recursos de consórcios encerrados e cotas de cooperativas de crédito.
Onde está o dinheiro
Os bancos concentram a maior parte dos valores disponíveis, com R$ 2,38 bilhões. Em seguida aparecem as administradoras de consórcios, com R$ 1,96 bilhão, e as cooperativas, com R$ 762,7 milhões.
Instituições de pagamento concentram R$ 353,4 milhões. Financeiras têm R$ 114,6 milhões, enquanto corretoras e distribuidoras somam R$ 69,4 milhões. Outras instituições reúnem R$ 4,5 milhões.
Desde a criação do Sistema de Valores a Receber, o Banco Central já devolveu mais de R$ 16 bilhões aos titulares. Até julho, cerca de R$ 11,9 bilhões foram destinados a pessoas físicas e aproximadamente R$ 4,2 bilhões a empresas.
Somando o dinheiro já devolvido ao estoque que continua disponível, o sistema identificou cerca de R$ 21,8 bilhões em valores a receber. Apenas em julho, aproximadamente R$ 323 milhões foram resgatados.
Como consultar
A consulta é gratuita e deve ser feita pelo Sistema de Valores a Receber do Banco Central. Na primeira etapa, pessoas físicas informam CPF e data de nascimento. Empresas devem utilizar CNPJ e os dados solicitados.
Se houver valores disponíveis, é necessário acessar o sistema com uma conta Gov.br de nível prata ou ouro para solicitar o resgate. O usuário deve conferir o valor e a instituição responsável pela devolução e seguir as opções apresentadas pelo sistema.
Quando a opção “Solicitar por aqui” estiver disponível, o dinheiro pode ser devolvido por Pix. Nos casos em que a modalidade não estiver disponível, o sistema orienta o usuário a entrar em contato diretamente com a instituição financeira responsável.
Resgate automático
Desde maio de 2025, pessoas físicas podem habilitar a devolução automática de valores a receber. A adesão é facultativa e exige conta Gov.br de nível prata ou ouro, verificação em duas etapas ativada e uma chave Pix vinculada ao CPF.
Com a função ativada, os valores elegíveis são depositados automaticamente na conta cadastrada, sem que seja necessário fazer uma nova solicitação a cada recurso encontrado.
Cuidado com golpes
O Banco Central alerta que o serviço é gratuito e que a consulta deve ser feita exclusivamente pelos canais oficiais. O órgão não envia links nem entra em contato para pedir senhas ou dados pessoais relacionados aos valores a receber.
Também não é necessário pagar nenhuma taxa para liberar o dinheiro. O cidadão deve evitar links recebidos por SMS, WhatsApp, Telegram ou e-mail e nunca fornecer senhas ou códigos de autenticação.
O sistema também permite consultar valores pertencentes a pessoas falecidas. Nesses casos, o acesso é restrito a herdeiros, testamentários, inventariantes ou representantes legais que cumpram as exigências previstas.










