Representantes da Secretaria Estadual de Saúde, do Ministério Público de Roraima e da Polícia Civil manifestaram apoio à Resolução nº 2.444/2025, do Conselho Federal de Medicina (CFM), que estabelece medidas voltadas à segurança de médicos em hospitais, unidades de pronto atendimento e demais serviços de saúde.
A norma define parâmetros para prevenção e enfrentamento de situações de violência, ameaças e constrangimentos contra profissionais durante o exercício da atividade médica.
A secretária-adjunta de Saúde de Roraima, Juliana Gomes da Rocha, afirmou que os profissionais convivem com situações de insegurança no ambiente de trabalho e defendeu a adoção de mecanismos de proteção.
“A gente sai pra trabalhar para cuidar de pessoas e não sabe se volta, ou de que forma volta. Hoje, existe uma vulnerabilidade, pois se a gente der um ‘não’, não sabe a reação do paciente. Então, é muito importante que a gente se blinde, se cuide”, afirmou.
O então procurador de Justiça Alessandro Tramujas Assad, escolhido nesta segunda-feira (22) para ocupar uma vaga de desembargador no Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR), também defendeu a divulgação da resolução.
“Por isso, é extremamente importante a divulgação dessa resolução, que visa estabelecer alguns parâmetros para a segurança do profissional médico”, afirmou.
Segurança em hospitais e unidades de saúde
Para o delegado da Polícia Civil Jimmy Santana de Carvalho, a resolução representa um avanço no enfrentamento à insegurança em ambientes de atendimento médico.
“A partir dessa resolução, será possível tanto ao cidadão que procura atendimento quanto ao médico e equipe que trabalham no hospital e nas demais unidades de saúde trabalharem com mais segurança”, argumentou.
A Resolução CFM nº 2.444/2025 estabelece diretrizes relacionadas à proteção dos profissionais de saúde e busca orientar a adoção de medidas preventivas em situações que possam colocar em risco a integridade física de médicos e demais trabalhadores das unidades de atendimento.










