Foto: DIvulgação/TCU

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu que indígenas e venezuelanos sejam incluídos na população de Roraima pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

É o referencial da PNAD que define a renda domiciliar per capita do Estado e aponta os valores do repasse do FPE (Fundo de Participação dos Estados) para Roraima. Da forma como vinha sendo aplicado, o indicador excluía do cálculo a população imigrante venezuelana e toda a população indígena do Estado.

Essa parcela populacional representa cerca de 11% dos habitantes do Estado e, excluí-la do cálculo, violava a Constituição Federal, que determina que o FPE “objetiva promover o equilíbrio socioeconômico entre Estados e municípios”.

A tese foi acolhida na Seção Judiciária de Roraima e o Mandado de Segurança foi concedido em favor do Estado, que conseguiu a homologação do cumprimento provisório da sentença, a partir de uma proposta de cumprimento apresentada pelo próprio IBGE. Esse acordo já refletiu no aumento do FPE na última cota do mês de março de 2022.

VALORES

O Secretário da Seplan, Diego Prandino, detalhou que a partir da decisão, o coeficiente de Roraima para o ano de 2022 aumentou de 3,687954% para 3,857479%, o que significou uma elevação dos repasses do FPE para o Estado em 2022 superior a R$ 22 milhões.

Prandino explicou ainda que a consequência da decisão judicial proferida é que, com o ajuste da RDCP de Roraima do ano de 2021, houve também o aumento do coeficiente no FPE de 2023, saindo de 3,229177% para 3,590500%, o que deverá representar um acréscimo de mais de R$ 76 milhões nos repasses de FPE para o Estado no ano que vem. Portanto, projetado um ganho acumulado estimado na ordem de 100 milhões.

A decisão judicial ganha mais relevância neste momento em razão das inúmeras desonerações fiscais.

ReportagemRedação, com informações da Secom Roraima

Deixe seu comentário

Please enter your comment!
Please enter your name here