A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (5), a segunda fase da Operação Buruburu, que investiga um esquema de garimpo ilegal e lavagem de dinheiro relacionado à Terra Indígena Yanomami, em Roraima. A ação mira mais de R$ 248 milhões em bens e valores de investigados, incluindo contas bancárias, imóveis, veículos e aeronaves.
Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão nas cidades de Santarém, no Pará, e Goiânia, em Goiás. A Justiça também autorizou o bloqueio de recursos financeiros e outras medidas para atingir o patrimônio que, segundo a investigação, pode ter sido acumulado com atividades ilegais.
De acordo com a PF, o grupo investigado teria utilizado empresas, cooperativas e pessoas para movimentar dinheiro e esconder bens de origem suspeita. Os investigadores identificaram indícios de lavagem de dinheiro em larga escala.
A nova fase da operação busca impedir que os recursos supostamente obtidos com o garimpo ilegal continuem circulando ou sejam ocultados pelos investigados.
Investigação começou em 2023
A primeira fase da Operação Buruburu ocorreu em agosto de 2023 e investigou uma organização criminosa suspeita de financiar o garimpo ilegal e fornecer apoio aéreo para o transporte de pessoas, equipamentos e minérios na Terra Indígena Yanomami.
Na época, a Justiça Federal autorizou 11 mandados de prisão preventiva, 18 de busca e apreensão e o bloqueio de aproximadamente R$ 308 milhões em bens e valores. Entre os investigados estavam empresários, pilotos e mecânicos de aeronaves utilizadas nas atividades clandestinas.










