atleta motorista
Geovanni Gonzaga tinha 43 anos e foi vítima de atropelamento na avenida Ville Roy. Foto: acervo pessoal.

O Ministério Público de Roraima (MPRR) denunciou o motorista Mayron da Silva Soares por homicídio qualificado pela morte do corredor de rua Geovanni Gameiro Gonzaga da Silva, de 43 anos, atropelado no dia 2 de outubro, na avenida Ville Roy, em Boa Vista. A denúncia foi apresentada na terça-feira (13) e inclui outros três crimes relacionados ao acidente.

A acusação é mais grave do que o indiciamento feito pela Polícia Civil, que havia concluído a investigação por homicídio simples com dolo eventual. Para o Ministério Público, além de assumir o risco de matar ao dirigir sob influência de álcool, o motorista atingiu a vítima em circunstâncias que dificultaram sua defesa.

Segundo a denúncia, Geovanni fazia exercícios de aquecimento na faixa de estacionamento da avenida Ville Roy, próximo ao cruzamento com a avenida das Américas, quando foi atingido pelas costas. Com o impacto, foi arremessado contra um veículo estacionado e sofreu ferimentos graves na cabeça.

O atleta foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado ao Hospital Geral de Roraima (HGR), mas morreu no dia seguinte, 3 de outubro, em decorrência de traumatismo cranioencefálico grave.

Após o atropelamento, o motorista deixou o local sem prestar socorro. Ele foi encontrado horas depois, dormindo dentro do próprio veículo, a aproximadamente quatro quilômetros do acidente. Conforme o MPRR, apresentava sinais de embriaguez durante a abordagem policial.

MPRR pede julgamento pelo Tribunal do Júri

Além do homicídio qualificado, Mayron foi denunciado por omissão de socorro, fuga do local do acidente e condução de veículo sob influência de álcool.

A acusação foi apresentada pelo promotor de Justiça Felipe Hellu, da Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri, com base em laudos periciais, imagens de câmeras de segurança, registros policiais e depoimentos de testemunhas.

O Ministério Público pediu que o motorista seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri e que a Justiça fixe uma indenização de R$ 120 mil aos familiares de Geovanni.

A Promotoria também solicitou a manutenção da prisão preventiva, decretada em 3 de outubro. Mayron permanece custodiado no sistema prisional.

A denúncia ainda será analisada pela Justiça. O recebimento da acusação não significa condenação, e a eventual submissão do motorista ao Tribunal do Júri dependerá das próximas etapas do processo.

FonteAscom MPRR
ReportagemRedação

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