Olivier Anquier. Foto: Andrezza Mariot.

A gastronomia também ganhou espaço na programação do Mormaço Cultural 2026. Além dos shows realizados no Parque do Rio Branco, o festival reúne 60 empreendedores do setor de alimentação e promove um concurso entre chefs, com pratos que misturam influências regionais, indígenas e de outras partes do Brasil.

Neste sábado (19), a programação recebeu o chef e empresário Olivier Anquier, conhecido nacionalmente pela atuação na televisão e na gastronomia. Ele voltou a Boa Vista cerca de dez anos após sua primeira passagem pela capital e percorreu a área destinada aos empreendedores, onde experimentou diferentes pratos e conheceu as histórias de quem participa do evento.

Anquier destacou a diversidade encontrada durante a visita e a relação dos empreendedores com os alimentos apresentados ao público.

“A bondade, a generosidade e a alegria das pessoas de poder participar do Mormaço, de preparar todas essas coisas deliciosas com prazer para os outros é um gesto muito bonito. Foi legal experimentar os pratos e conhecer um pouco das histórias deles”, afirmou.

Concurso reúne 14 chefs

Dos 60 empreendedores selecionados para trabalhar no festival, 26 são chefs de cozinha. Deste grupo, 14 participam do concurso culinário organizado pela Fundação de Educação, Turismo, Esporte e Cultura de Boa Vista (Fetec).

O vencedor receberá como prêmio a isenção da taxa da barraca na próxima edição do Mormaço Cultural. O resultado será divulgado no Diário Oficial do Município (DOM).

Entre as participantes está Rose Miranda, que apresentou a “Jantinha Baiana”, preparada com arroz, vinagrete, vatapá e camarão. O prato já integra o cardápio do empreendimento mantido por ela em Boa Vista.

“Quem experimenta volta para comer. Eu achei o chef supersimpático e atencioso. Ele tem um paladar muito bom. Aparentemente, gostou. A vontade de ganhar é grande, mas vamos ver, porque eu sei que os outros também estão apresentando coisas boas”, contou.

A área gastronômica funciona ainda como alternativa para o público durante os intervalos dos shows. A frequentadora Loranna Santos afirmou que passou pelo espaço durante os diferentes dias do festival e experimentou algumas das opções disponíveis.

“Eu comi churrasquinho, cachorro-quente, provei as bebidas e estavam maravilhosos. As opções deste ano, inclusive, estão ótimas. Vim em todas as edições, então eu sou qualificada para avaliar”, brincou.

Olivier Anquier participa de aula-show

Antes de visitar o Parque do Rio Branco, Olivier Anquier participou, na manhã de sábado, de uma aula-show realizada na cozinha do restaurante do Sesc, no Centro de Boa Vista.

A atividade reuniu profissionais, estudantes e interessados em gastronomia. Durante o encontro, Anquier preparou uma receita autoral chamada “Penoto”, que combina características do preparo de massa com técnicas utilizadas no risoto.

“O prato se chama ‘Penoto’. É muito interessante, acessível, delicioso e mistura essas duas particularidades”, explicou.

A programação também teve a participação da chef Kalu Brasil, de 84 anos, do povo Wapichana, e do chef Hélio Araújo. O encontro promoveu uma troca de experiências entre diferentes tradições e técnicas culinárias.

Kalu afirmou que cozinhar ao lado de Anquier representou uma experiência especial em sua trajetória.

“Nós tivemos a oportunidade de aprender mais um prato simples com ele, saber dividir e medir as quantidades. O resultado estava maravilhoso, muito bem-feito. Vou guardar essa experiência para o resto da minha vida”, disse.

O prefeito de Boa Vista, Marcelo Zeitoune, acompanhou a atividade e destacou a inclusão da gastronomia na programação do festival.

“Estamos na 5ª edição do evento e esperamos que venham muitas outras pela frente, para continuarmos mostrando a nossa culinária”, afirmou.

Festival abre vitrine para pequenos negócios

Além dos participantes do concurso, a área gastronômica reúne outros empreendedores de Boa Vista, entre eles beneficiários da Agência Municipal de Empreendedorismo (AME BV) e servidores municipais que também mantêm negócios próprios.

Durante o festival, os participantes podem comercializar alimentos e bebidas diretamente ao público que acompanha a programação no Parque do Rio Branco.

A presença desses negócios amplia o Mormaço para além da agenda de shows e transforma o evento também em uma vitrine para empreendedores locais, que aproveitam a circulação de público para apresentar produtos, conquistar clientes e aumentar as vendas.

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