Sobe para 73 o número de mortos em naufrágio de balsa na Guiana
Foto: Reprodução

O governo da Guiana anunciou que iniciará o processo para retirar do fundo do mar o ferry MV Barima, que naufragou no dia 18 de julho e provocou o maior desastre marítimo da história do país. A embarcação afundou durante uma viagem entre Georgetown e Port Kaituma, deixando mais de 70 mortos e dezenas de desaparecidos.

A decisão representa uma mudança de postura das autoridades, que passaram a defender o resgate da embarcação após pressão de familiares das vítimas, estudantes, organizações da sociedade civil e da oposição. O governo abriu uma seleção para contratar uma empresa especializada em operações de salvamento marítimo no Caribe.

Segundo a Autoridade Marítima da Guiana (MARAD), o objetivo é preservar provas que possam auxiliar a Comissão Internacional de Inquérito criada para investigar as causas do acidente. A embarcação está a cerca de 15 metros de profundidade, em uma área de forte correnteza e baixa visibilidade, o que torna a operação complexa.

Enquanto isso, as investigações continuam. O capitão e outros dois tripulantes foram denunciados por homicídio após a polícia apontar indícios de irregularidades, como passageiros fora da lista oficial de embarque e suspeitas de superlotação da embarcação.

ReportagemRedação

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