O Festcine Saberes Amazônicos encerrou sua primeira edição na noite de 12 de junho, em Boa Vista, com a premiação de produções de Roraima, Pará, Acre e Amazonas e o anúncio de planos para ampliar o evento ao cenário internacional.
A cerimônia ocorreu no Centro Amazônico de Fronteiras (CAF), da Universidade Federal de Roraima (UFRR). Considerado o primeiro festival de cinema de Roraima voltado exclusivamente ao audiovisual produzido na Amazônia, o evento reuniu realizadores, produtores, estudantes e público durante a programação.
Na Mostra Competitiva, o festival recebeu 90 inscrições de curtas-metragens de diferentes regiões do país. Sete produções foram selecionadas para a fase final, concorrendo nas categorias documentário e ficção.
Na categoria documentário, o Troféu Festcine Saberes Amazônicos foi conquistado pelo curta “A Pele do Ouro”, dirigido por Marcela Ulhoa e Yare Perdono, de Roraima. O segundo lugar ficou com “Mercado de Histórias”, da acreana Alcinete Damasceno. A terceira colocação foi para “Anamã: A Veneza do Amazonas”, dirigido por Orlando Pedrosa Lima Júnior.
Entre as obras de ficção, o primeiro lugar foi para “Boiúna”, da paraense Adriana de Faria. O segundo lugar ficou com “No Limite do Lavrado”, dirigido por Alex Pizano. Já o terceiro colocado foi “Garrote”, do amazonense Bruno Pantoja.
Segundo o jornalista, cineasta e curador do festival, Éder Santos, o objetivo é fortalecer a produção audiovisual amazônica e ampliar os espaços de exibição para obras independentes produzidas na região.
A organização também anunciou que trabalha para ampliar o alcance do evento nas próximas edições, com a participação de cineastas de países vizinhos e de outras nacionalidades interessados em produções relacionadas à Amazônia.
Segundo Éder Santos, a proposta é transformar o festival em um espaço de integração regional. “Queremos que o Festcine se torne um ponto de encontro entre diferentes olhares sobre a Amazônia, conectando realizadores de outros países e ampliando o alcance das nossas histórias para além das fronteiras”, afirmou.
Além da mostra competitiva, a programação contou com exibições paralelas como Miradas Fronteirizas, Território Del@s, Raízes do Lavrado, Cinema Negro, Mostrinha Infantil e Mostra Estudantil. Esta última reuniu produções de alunos da rede estadual de ensino que participaram de oficinas audiovisuais durante o festival.
O Festcine Saberes Amazônicos foi realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo e apoio de instituições públicas, entidades ligadas ao audiovisual e organizações culturais de Roraima.










