Presidente da FIBRORR, Ivanez Pinheiro Prestes. Foto: divulgação.

A Associação Roraimense de Pessoas Portadoras de Fibromialgia (FIBRORR), que acompanha cerca de 190 pacientes com diagnóstico confirmado por especialistas, destaca que ainda há desafios significativos relacionados ao acesso a consultas, medicamentos, suporte psicológico e acompanhamento contínuo.

Hoje, 12 de maio, celebra-se o Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento da Fibromialgia. A data busca ampliar o debate sobre a síndrome, promover informação, combater preconceitos e reforçar a importância de diagnóstico, tratamento e políticas públicas voltadas às pessoas que convivem com dores crônicas.

Segundo a presidente da entidade, Ivanez Pinheiro Prestes, a falta de compreensão sobre a doença e as limitações no atendimento impactam diretamente a qualidade de vida dos pacientes.

“É uma condição séria, marcada por dores constantes, fadiga e limitações diárias. Muitos pacientes ainda enfrentam dificuldades para obter diagnóstico e acesso adequado ao tratamento”, afirmou.

Entre os principais obstáculos relatados estão a escassez de especialistas, a demora no atendimento e o preconceito enfrentado por pessoas com uma condição considerada invisível.

A associação também defende a efetivação de uma legislação estadual de autoria da deputada Joilma Teodora (União Brasil) que prevê a criação de um centro especializado para tratamento de dores crônicas, incluindo a fibromialgia. Para os pacientes, a estrutura pode representar avanço importante no acolhimento e no acompanhamento multidisciplinar.

“A implantação desse centro pode significar mais dignidade, acesso e qualidade de vida para quem convive diariamente com dores crônicas”, destacou Ivanez.

A fibromialgia é uma síndrome crônica caracterizada por dores generalizadas, fadiga, distúrbios do sono, rigidez muscular e impactos emocionais. Embora seja mais comum em mulheres, pode afetar pessoas de diferentes perfis.

Recentemente reconhecida no Brasil como condição que garante atendimento especializado no SUS, a doença exige abordagem contínua, com tratamentos que podem envolver medicamentos, terapias complementares e acompanhamento médico multidisciplinar.

ReportagemRedação

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