Foto: Ascom PCRR

A investigação da PCRR (Polícia Civil de Roraima) sobre o caso de abuso sexual e maus-tratos contra uma cadela em Boa Vista apontou contradições no depoimento do principal suspeito. Segundo a polícia, o homem de 66 anos tentou atribuir o crime a um suposto imigrante venezuelano contratado para realizar um serviço na residência, mas imagens de câmeras de segurança da vizinhança desmentiram a versão apresentada por ele.

O caso é conduzido pela DPMA (Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente), que cumpriu neste sábado, 9, um mandado de busca e apreensão de animais domésticos em uma casa no bairro Nova Cidade, zona oeste da capital, com apoio da CIPA (Companhia Independente de Policiamento Ambiental Monte Roraima), da PMRR.

Durante interrogatório, o investigado F.D.S. afirmou que o suposto trabalhador teria abusado da cadela, chamada Marrom, e fugido pelos fundos do imóvel logo após o crime.

“Segundo ele, o homem teria cometido o abuso e fugido pelos fundos do imóvel. No entanto, as investigações descartaram essa hipótese”, informou a Polícia Civil.

Conforme a investigação, câmeras instaladas nas proximidades da residência foram analisadas entre 8h e 12h do dia dos fatos. A polícia afirmou que nenhuma imagem registrou entrada ou saída de pedestres no imóvel durante o período mencionado pelo suspeito.

“A análise de imagens de câmeras de segurança da vizinhança, no período entre 8h e 12h do dia dos fatos, não registrou a entrada ou saída de qualquer pedestre na residência, além de não haver indícios compatíveis com a suposta fuga narrada pelo investigado”, destacou a PCRR.

O inquérito foi instaurado após a cadela ser levada pelo próprio investigado a uma clínica veterinária no dia 7 de abril. O animal apresentava sinais de intensa dor, sangramento e presença de corpo estranho na cavidade vaginal.

Segundo a polícia, o laudo médico-veterinário confirmou “a retirada de um objeto com formato de órgão genital masculino, envolto em preservativo, causando severo trauma vaginal, além de evidenciar maus-tratos, dor intensa e sangramento”.

Com a conclusão do inquérito, o suspeito foi indiciado por crime ambiental relacionado a maus-tratos contra cães e gatos. O MPRR (Ministério Público do Estado de Roraima) apresentou denúncia, posteriormente aceita pelo Poder Judiciário, que autorizou o mandado de busca e apreensão expedido pela 1ª Vara Criminal do TJRR.

Após serem retirados da residência, os animais receberam atendimento médico-veterinário e foram encaminhados à ONG Yawara, onde permanecerão sob cuidados até futura adoção.

FonteAscom PCRR
ReportagemRedação

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