A Guiana voltou a discutir a possibilidade de construir uma refinaria de petróleo, em meio ao aumento das tensões globais que impactam o mercado de energia. A informação foi confirmada pelo presidente Irfaan Ali, na quinta-feira (19), que destacou a necessidade de o país avançar em alternativas para garantir maior segurança energética e reduzir a dependência de importações de combustíveis.
“Agora, acredito que devemos voltar à conversa sobre uma refinaria para a segurança nacional,” discursou o presidente Ali a membros da comunidade empresarial na 136ª Reunião Geral da Câmara de Comércio e Indústria de Georgetown.
O chefe de Estado afirmou que as recentes tensões geopolíticas reforçaram a necessidade de a Guiana fortalecer sua independência energéticas. Segundo ele, o debate sobre a refinaria não é novo, mas ganha força diante do cenário internacional mais instável, sobretudo no Estreito de Ormuz, que pressiona preços e cadeias de abastecimento. A ideia é agregar valor à produção de petróleo do país, que vem crescendo rapidamente nos últimos anos, além de fortalecer a autonomia energética e econômica.
Apesar do interesse, o projeto ainda enfrenta desafios, como custos elevados, viabilidade econômica e necessidade de parceiros estratégicos. O governo avalia diferentes modelos para tornar o investimento sustentável, considerando tanto o mercado interno quanto a possibilidade de exportação de derivados.
“Estamos monitorando de perto a situação. Estamos vigilantes, somos responsáveis e estamos prontos para fazer os ajustes necessários”, disse.
A retomada da discussão ocorre em um momento em que países produtores buscam ampliar o controle sobre suas cadeias de energia, diante das incertezas globais, diante da Guerra entre Irã, Israel e Estados Unidos. No caso da Guiana, a decisão pode representar um novo passo na consolidação do país como um dos principais polos emergentes de petróleo na América do Sul.









