A ministra Cármen Lúcia tem sido cobrada a incluir na pauta do Tribunal Superior Eleitoral o julgamento que pode resultar na cassação do mandato do governador de Roraima, Antonio Denarium (PP). Os prazos para os pedidos de vistas já se encerraram a situação se arrasta na Corte.
O processo já está pronto para julgamento, mas segue sem previsão de ser analisado pelo plenário, o que tem gerado críticas sobre a demora na condução de ações consideradas sensíveis e de grande impacto político.
A situação chama atenção porque Denarium acumula decisões de cassação na Justiça Eleitoral estadual, todas ainda pendentes de análise definitiva pelo TSE. Ele foi alvo de diferentes condenações relacionadas à campanha de reeleição, incluindo acusações de abuso de poder econômico e uso indevido da máquina pública.
Mesmo diante desse histórico, o julgamento segue parado há meses, o que mantém o governador no cargo enquanto o processo aguarda inclusão na pauta. A demora tem sido interpretada por interlocutores do meio político como um entrave para dar uma definição jurídica ao caso e encerrar a instabilidade institucional no estado.
Nos corredores de Brasília, a avaliação é que a decisão de pautar ou não o processo passa diretamente pela presidência do TSE, hoje sob comando de Cármen Lúcia, responsável por definir a agenda de julgamentos da Corte.
O caso é visto como um dos mais relevantes em tramitação na Justiça Eleitoral neste momento, justamente pelo impacto direto sobre o comando político de Roraima e pela possibilidade de mudanças no cenário estadual a depender do desfecho.








