hospital da criança
Foto: Semuc BV

A Secretaria Municipal de Saúde iniciou, nesta semana, um estudo técnico para estruturar um setor de Oncologia Pediátrica no Hospital da Criança Santo Antônio (HCSA). A iniciativa ocorre em parceria com o Instituto Humaniza RR e tem como prioridade o fortalecimento do diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil.

Segundo a secretária adjunta de Saúde, Mareny Pereira, a proposta ainda está em fase inicial e envolve avaliação técnica da unidade e da equipe multiprofissional. “É um processo longo e complexo, que requer estudo, capacitação e qualificação dos profissionais. Hoje, no início dessa parceria, estamos recebendo dois renomados médicos parceiros do Instituto para que conheçam a estrutura do hospital e a equipe multiprofissional”, disse.

Durante visita técnica ao hospital, os especialistas iniciaram o levantamento da estrutura existente e das demandas para possível implementação do serviço. De acordo com a médica oncologista pediátrica Dra. Carla Renata Donato, o projeto será desenvolvido por etapas.

“Estamos conhecendo a realidade do hospital, que já é muito bem estruturado, para avaliar a possibilidade da implementação. Inicialmente, o foco será capacitar os profissionais para identificar sinais e sintomas de câncer em crianças e realizar diagnóstico precoce”, explicou.

A proposta integra o Projeto Davi, intitulado “Pequenos guerreiros, grandes desafios”, iniciativa do Instituto Humaniza RR voltada ao fortalecimento do atendimento oncológico infantojuvenil em Roraima. A estratégia prevê, como primeiro passo, a qualificação dos profissionais da rede municipal de saúde, desde a Atenção Primária até o ambiente hospitalar.

A cirurgiã oncológica Talyta Sposito afirmou que o objetivo é reduzir a necessidade de deslocamento de pacientes para outros estados. “Vamos começar focando no diagnóstico, que é atualmente deficiente na região. A parceria com os médicos, renomados na área, vai nos ajudar a ter um plano de ação detalhado. O intuito é fortalecer a estrutura local e oferecer tratamento completo, minimizando o impacto nas famílias e, principalmente, na vida das crianças”, destacou.

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