ibama pirititi
Foto: Ibama

O Ministério da Justiça e Segurança Pública autorizou nesta terça-feira, 10, o envio da Força Nacional de Segurança Pública para atuar na Terra Indígena Pirititi, no sul de Roraima. A presença das equipes foi definida em caráter de urgência e terá duração inicial de 90 dias.

A decisão ocorre diante do histórico de invasões, tentativas de ocupação irregular e registros de atividades ilícitas dentro e no entorno da área protegida, como retirada clandestina de madeira, abertura de ramais e avanço de pastagens.

O território é habitado exclusivamente por povos indígenas isolados. Por essa condição, a política indigenista determina restrições rigorosas de acesso e prioridade máxima à prevenção de contatos externos.

Nos últimos anos, operações conduzidas por órgãos ambientais e pelo Ministério Público Federal apontaram a presença recorrente de não indígenas dentro dos limites da terra. Também foram identificados focos de desmatamento e a circulação de maquinário pesado nas bordas da reserva.

Em 2025, a Força Nacional já havia sido deslocada para a região após a identificação de focos de incêndio. A nova autorização amplia a permanência das equipes para dar suporte contínuo às ações de proteção.

A portaria estabelece que o trabalho envolverá patrulhamento, segurança às frentes de fiscalização e apoio no controle de acesso. A atuação ocorrerá de forma integrada com forças de segurança do Estado e com a Polícia Federal.

Localizada em Rorainópolis, a TI Pirititi tem cerca de 40 mil hectares de floresta amazônica. A área está submetida a regime especial de restrição de uso para preservar o território e reduzir riscos sanitários às comunidades, consideradas altamente vulneráveis a doenças.

Os grupos que vivem na região são monitorados desde a década de 1980 e mantêm pouco ou nenhum contato com a sociedade envolvente, preservando modos tradicionais de subsistência baseados em caça, pesca e coleta.

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