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Foto: Ascom PCRR

Um homem de 40 anos, identificado como J.R.C.S., foi preso nesta segunda-feira (16) pela Polícia Civil de Roraima após condenação definitiva pelos crimes de estupro, ameaça e lesão corporal praticados contra a ex-companheira, de 37 anos. O mandado foi cumprido pela Delegacia de Polícia Interestadual (Polinter) nas dependências do Fórum Criminal Ministro Evandro Lins e Silva, no bairro Caranã, em Boa Vista.

A prisão ocorreu após a equipe da Polinter ser acionada por uma guarnição da Polícia Militar que identificou o condenado no local. O mandado foi expedido pela Vara de Execução Penal do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR), após o trânsito em julgado da sentença.

A ação foi coordenada pelo delegado titular da Polinter, Alexandre Matos. De acordo com a Polícia Civil, os crimes ocorreram no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher.

Segundo as investigações, o caso teve início em dezembro de 2024, quando o casal foi conduzido à Delegacia de Polícia de Bonfim após procurar um quartel da Guarda Civil Municipal (GCM), onde discutiam e se agrediam.

Na ocasião, a mulher relatou ter sido agredida pelo ex-companheiro na noite anterior e apresentava escoriações na cabeça, no rosto e nas mãos.

Conforme apurado, à época dos fatos a vítima já possuía uma Medida Protetiva de Urgência (MPU) contra o agressor, expedida em junho de 2024. Mesmo assim, após receber uma mensagem de texto do homem, aceitou encontrá-lo e foi com ele a um bar.

Após deixarem o local, a vítima foi até a residência do acusado. No local, o homem tentou manter relação sexual com ela e, diante da recusa, passou a agir de forma agressiva, desferindo socos e empurrões, além de violentá-la sexualmente.

Durante o episódio, o agressor também proferiu ameaças contra a vítima e familiares, afirmando frases como “tu sabe que eu sou assassino, não é?” e “tu sabe que eu já matei muita gente na Venezuela”. Ele ainda disse que, caso a mulher deixasse a residência, mataria sua mãe e sua irmã.

Pelos crimes, o homem foi condenado a oito anos e um mês de reclusão, em regime semiaberto. Após o cumprimento do mandado, J.R.C.S. foi conduzido à sede da Polinter para formalização dos procedimentos legais. Em seguida, será apresentado em audiência de custódia e posteriormente encaminhado ao sistema prisional.

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