Renan Filho (Republicanos) teve o mandato cassado por mais duas vezes. Foto: SupCom ALERR

O Tribunal Superior Eleitoral decidiu, de forma unânime, manter a condenação do ex-deputado estadual Renan Filho por compra de votos nas eleições de 2018. O julgamento ocorreu nesta quinta-feira, 9, e resultou na rejeição do recurso apresentado pela defesa.

O relator Ricardo Villas Bôas Cueva avaliou que o processo não apresenta falhas e que o material reunido ao longo da investigação é suficiente para sustentar a decisão. O entendimento foi seguido pelos demais ministros da Corte.

Na sessão, o ministro André Mendonça afirmou que as evidências demonstram a prática de compra de votos com envolvimento direto do ex-parlamentar.

O julgamento reforça posição já adotada anteriormente pela ministra Isabel Gallotti, que havia afastado a aplicação de multa, mas manteve a cassação do diploma.

Segundo os autos, a campanha teria operado com apoio de intermediários responsáveis por abordar eleitores. Esses colaboradores recebiam valores para organizar a captação de votos e repassar ofertas em dinheiro aos eleitores.

O processo aponta que os pagamentos eram registrados e acompanhados por meio de listas com dados pessoais e informações eleitorais. Também havia controle sobre o compromisso de voto antes da liberação dos valores.

Entre os elementos analisados pelo TSE estão interceptações telefônicas autorizadas judicialmente, documentos apreendidos e relatos de pessoas que atuaram na campanha. Para a Corte, o conjunto de provas indica participação direta do então candidato nas irregularidades.

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