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Foto: Secom Roraima

O Tribunal de Contas do Estado de Roraima (TCE-RR) suspendeu um contrato de vigilância firmado pela Secretaria de Educação de Roraima, vinculada ao Governo de Roraima, após identificar fortes indícios de superfaturamento. Para ter acesso completo a decisão, clique aqui. 

Segundo a decisão, o contrato original previa um gasto anual de aproximadamente R$ 30 milhões com serviços de vigilância. No entanto, o governo estadual encerrou esse vínculo e optou por uma adesão a ata de registro de preços, o que elevou o valor da contratação para R$ 120 milhões. Para o TCE-RR, o aumento expressivo levantou suspeitas de sobrepreço e possível dano aos cofres públicos.

A Corte de Contas destacou que os dados demonstram um crescimento abrupto no quantitativo contratado. O número de postos de vigilância saltou de 464 para 1.676, o que representa um acréscimo real de 261,20% em relação à contratação formalizada poucos meses antes.

Do ponto de vista econômico-financeiro, o tribunal aponta que a despesa pública anual passou de R$ 29.742.768,00 para R$ 120.432.365,20, um aumento de 304,91% em curto espaço de tempo. Conforme a decisão, não há nos autos justificativa técnica consistente, motivação adequada ou demonstração objetiva das razões que expliquem a ampliação da contratação nesse patamar.

“Há indícios consistentes de sobrepreço decorrente de superfaturamento das quantidades de postos de trabalho”, aponta o TCE-RR, ao se referir à Ata de Registro de Preços nº 09/2025 e ao Contrato Administrativo nº 27/2025, que formalizou a adesão realizada pelo governo estadual.

Diante das inconsistências identificadas, o tribunal determinou a suspensão do contrato para evitar possíveis prejuízos ao erário, até que sejam apresentados esclarecimentos técnicos capazes de justificar o aumento do valor e do quantitativo contratado.

A decisão integra um processo de fiscalização em curso no TCE-RR e poderá resultar em novas determinações, recomendações ou responsabilização dos gestores envolvidos, caso as irregularidades sejam confirmadas.

O Roraima1 questionou o governo do Estado acerca da decisão e aguarda retorno.

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