O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a inelegibilidade do ex-deputado estadual Jalser Renier até 2030, após rejeitar novo recurso apresentado pela defesa.
Com a decisão, o ex-parlamentar segue impedido de disputar eleições, incluindo o próximo pleito. O STF entendeu que não houve apresentação de fatos novos capazes de modificar decisões anteriores que confirmaram a cassação do mandato, em 2022, por quebra de decoro parlamentar.
A medida mantém a suspensão dos direitos políticos de Jalser Renier dentro do prazo previsto na legislação eleitoral para esse tipo de sanção.
Nos bastidores da política em Roraima, aliados do ex-deputado já discutem alternativas para manter o grupo competitivo nas eleições. Uma das possibilidades ventiladas é a candidatura da esposa dele, a médica dermatologista Tatiana Aguilera, pelo PSDB.
A eventual candidatura ainda não foi oficializada, mas é tratada como uma das estratégias para preservar o capital político do grupo, diante da impossibilidade de Jalser disputar cargos eletivos até o fim da punição.
A cassação de Jalser, em fevereiro de 2022, teve forte repercussão no cenário político local e deu início a uma série de disputas judiciais. Com a decisão do STF, o entendimento fica consolidado na última instância do Judiciário, encerrando, ao menos por ora, as tentativas de reversão da inelegibilidade.










