Representantes de 12 entidades sindicais de Roraima formalizaram, nesta quinta-feira (26), um pedido unificado de 16% de recomposição salarial para os servidores públicos estaduais. O percentual, segundo as categorias, corresponde às perdas acumuladas ao longo dos últimos anos em razão de reajustes abaixo da inflação e períodos sem qualquer correção.
A pauta foi consolidada durante reunião que contou com a presença de parlamentares estaduais e resultou na elaboração de um ofício que será encaminhado ao Governo do Estado com as principais reivindicações para 2026.
De acordo com os sindicatos, houve anos em que a reposição foi concedida, mas em índices inferiores à inflação oficial. Além disso, em 2018 e 2019 não houve qualquer recomposição, no início da crise fiscal enfrentada pelo Estado. Somadas, as perdas chegam a 16%, percentual que agora é defendido de forma conjunta pelas categorias.
Em 2025, o reajuste concedido aos servidores foi de 5%. As entidades afirmam que o índice não foi suficiente para recompor o poder de compra e que a revisão geral anual, prevista em lei, precisa considerar o acumulado das perdas.
Entre os representantes presentes estavam Francisco Figueira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Civis Efetivos do Poder Executivo do Estado de Roraima (Sintraima), e Quesia Mendonça, coordenadora-geral da Associação dos Policiais e Bombeiros Militares de Roraima.
As lideranças destacaram que o pedido não representa aumento real, mas sim a recomposição inflacionária acumulada.
“Nós, servidores do Poder Executivo, estamos unidos na busca pela recomposição salarial. Todos os anos essa é uma luta, e esperamos sensibilidade do governo para garantir o direito previsto na revisão geral anual”, afirmou Quesia Mendonça.
Francisco Figueira reforçou que o movimento simboliza a unidade sindical em torno de um índice único para todas as categorias. “Não estamos pedindo aumento, mas a reposição de um déficit acumulado de 16%. A proposta é garantir a mesma data-base e o mesmo percentual para todos os servidores”, declarou.
O documento com a reivindicação será encaminhado ao Poder Executivo, que deverá analisar o impacto financeiro e se manifestar sobre a possibilidade de atender ao pleito.








