Foto: SINDUERR

Estudantes, professores e representantes da sociedade civil organizam um ato público para o dia 31 de março, em Boa Vista, em meio à crise enfrentada pela Universidade Estadual de Roraima (UERR). A mobilização pretende chamar a atenção para problemas estruturais e administrativos e cobrar respostas de autoridades.

A programação começa às 9h, com panfletagem em frente à Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR). Ao longo da manhã, estão previstas falas de docentes, estudantes, lideranças sindicais e integrantes da sociedade civil, além de apresentações culturais. Às 11h, os organizadores devem entregar uma carta aberta e um relatório situacional à ALE-RR, ao Governo do Estado e à reitoria da universidade.

Segundo os organizadores, o documento reúne um diagnóstico de problemas considerados antigos na instituição. Entre os pontos citados estão a redução da presença da UERR no interior, dificuldades na assistência estudantil e limitações na estrutura física.

De acordo com o movimento, estudantes enfrentam ausência de bolsas, falta de restaurante universitário, carência de biblioteca física adequada e poucos espaços de convivência. Também são mencionados impactos de investigações sobre possíveis irregularidades administrativas, que, segundo os organizadores, afetam a credibilidade da universidade.

O presidente do Sindicato dos Docentes da UERR (SINDUERR), Francisco Rafael Leidens, afirmou que o ato busca ampliar o debate sobre o futuro da instituição.

“A UERR não pode encolher enquanto o estado cresce. Existe demanda, existem profissionais qualificados. O que falta é decisão para fazer a universidade chegar onde as pessoas estão. Esse ato é um chamado para que a sociedade acompanhe e participe dessa discussão”, disse.

Entre os estudantes, a mobilização também tem ganhado força. O presidente do Centro Acadêmico de Pedagogia, Lucius Oliveira, afirmou que os problemas são recorrentes.

“Não é uma situação isolada. São várias dificuldades que afetam quem estuda e quem ensina. A gente quer condições básicas para permanecer na universidade e concluir o curso com dignidade”, afirmou.

Ele também destacou a importância da participação da comunidade acadêmica no debate. “Defender a UERR é defender uma educação pública, democrática e socialmente referenciada. A UERR somos nós, e ela não pode ser ignorada”, disse.

A carta aberta, intitulada “A UERR que queremos”, propõe medidas como maior transparência nos processos internos, ampliação da participação da comunidade acadêmica, fortalecimento da presença no interior e investimentos em estrutura e permanência estudantil.

Os organizadores afirmam que o ato também busca envolver a população no debate sobre o papel da universidade no desenvolvimento do estado.

“A universidade é de todos. Quando ela perde força, quem perde é a sociedade. Por isso, a presença da população e da imprensa é importante”, completou o presidente do SINDUERR.

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