O ex-reitor da Universidade Estadual de Roraima, Regys Odlare Lima de Freitas, divulgou nesta sexta-feira 13 uma nota pública em resposta ao pedido do Ministério Público do Estado de Roraima para bloquear até R$ 127.623.000 em bens e valores. A medida tramita na 3ª Vara Criminal de Boa Vista e está ligada à ação que apura supostas fraudes em contratos da instituição.
O requerimento também atinge Bruno Rheno Pinheiro e Silva e Shirley Ibiapino Cirqueira. De acordo com os promotores, o bloqueio pretende evitar movimentações patrimoniais que possam comprometer eventual ressarcimento ao erário em caso de condenação.
Segundo o Ministério Público, as investigações indicam a existência de um grupo estruturado para fraudar licitações e cometer peculato. O valor histórico calculado como desviado é de R$ 15.176.782,12. Com atualização e juros, o montante estimado chega a cerca de R$ 27,6 milhões, além de pedido indenizatório de R$ 100 milhões.
Na nota enviada à imprensa, Regys afirma que decidiu se manifestar diante da repercussão do caso e dos efeitos pessoais e institucionais da acusação.
“Em resposta às recentes notícias sobre o pedido de prisão preventiva contra minha pessoa, fundamentado em declarações do atual reitor da Universidade Estadual de Roraima (UERR), sinto a necessidade de vir a público para esclarecer os fatos. Faço isso diante da repercussão e do impacto que isso gera para minha família, para a comunidade acadêmica e para a sociedade, e por isso considero importante apresentar esclarecimentos de forma transparente e serena, em respeito à verdade e com total colaboração com a Justiça”.
O ex-gestor sustenta que não teria condições de realizar qualquer interferência nos registros financeiros mencionados. Ele afirma que os períodos citados já passaram por auditoria, tiveram contas prestadas e que o sistema é passível de rastreamento, permitindo identificar responsáveis por eventuais movimentações.
Também argumenta que está sem acesso administrativo desde que deixou a função e que a responsabilidade atual pelas credenciais pertence à administração em exercício.
“As acusações relacionadas à suposta adulteração de dados no Sistema Integrado de Planejamento e Finanças (FIPLAN), na primeira quinzena de dezembro de 2025, seriam tecnicamente impossíveis. Os exercícios financeiros mencionados, referentes ao período de 2016 a 2022, já estariam encerrados, auditados e com contas apresentadas ao Tribunal de Contas, o que impediria qualquer alteração posterior no sistema”.
Regys ainda questiona declarações atribuídas ao atual dirigente da universidade e menciona atos administrativos publicados posteriormente à sua saída, como anulações de pagamentos e repasses a entidade que, segundo ele, também é alvo de apurações.
Ao final, reafirma confiança no andamento do processo judicial e informa que adota providências jurídicas diante do que considera acusações infundadas.








