A prefeitura de São Luiz, no Sul de Roraima, cancelou a 24ª edição da Vaquejada do município após uma recomendação do Ministério Público de Contas (MPC-RR). O anúncio foi feito pelo prefeito James Batista (Solidariedade) na noite de segunda-feira (2). O evento, que estava previsto para ocorrer entre os dias 13 e 15 de dezembro, contaria com apresentações da banda de forró Calcinha Preta e das duplas sertanejas Guilherme e Santiago e César Menotti e Fabiano.
Em um vídeo nas redes sociais, o prefeito explicou que teve que atender à solicitação para evitar problemas futuros. Ele também mencionou que a reforma do parque onde a vaquejada ocorre será concluída e estará pronta para a próxima gestão.
O MPC-RR fez a solicitação de cancelamento no dia 2 de dezembro, argumentando que a prefeitura não possui recursos suficientes. A recomendação foi assinada pelo procurador-geral de Contas, Paulo Sérgio Oliveira de Sousa, da 1ª Procuradoria de Contas.
O procurador justificou a recomendação destacando que a prefeitura ainda não havia pago o 13º salário dos servidores municipais, incluindo a primeira parcela, o que, segundo ele, deveria ser prioridade. Além disso, foi questionado o valor dos cachês pagos aos artistas nacionais, que foram considerados elevados para a situação econômica do município. A banda Calcinha Preta e a dupla Guilherme e Santiago receberam R$ 200 mil cada, e César Menotti e Fabiano, R$ 250 mil. O total de gastos com cachês foi de R$ 650 mil.
Esta edição da vaquejada seria a primeira realizada desde 2019. Ao longo de 16 anos, o evento contou com a presença de diversas atrações, como as duplas Rick e Renner, Gian e Geovane, Milionário e José Rico, e o cantor Wanderlay Andrade. Em 2022, o prefeito havia anunciado o retorno do evento com o show de Gusttavo Lima, mas a apresentação foi cancelada pela Justiça devido a questões envolvendo a estrutura da cidade e o alto custo do cachê de R$ 800 mil. Na mesma época, também foram anunciadas obras na cidade, como uma estrutura de quase 5 metros de altura na entrada do município, que teve um custo de mais de R$ 2 milhões, mas que até o momento sofreu atrasos e adiamentos.