A decisão que levou o ex-presidente Jair Bolsonaro ao regime fechado na manhã deste sábado (22) repercute timidamente entre representantes da bancada roraimense. Até agora, somente dois deputados e dois senadores manifestaram seus posicionamentos públicos após o anúncio da medida, que provocou reações em diversos setores políticos do país.
O deputado federal Nicoletti (União) classificou a prisão como uma “injustiça histórica” e afirmou que o caso representa um episódio de perseguição política. “A prisão em regime fechado do presidente Bolsonaro é, na minha visão, a maior injustiça da história do Brasil. A perseguição política e a crueldade da chamada ‘ditadura da toga’ mostram que essa escalada de abusos não tem limites. Força, Capitão. Estamos firmes com você. A justiça de Deus virá!”, declarou.
Também integrante da bancada roraimense, o senador Dr. Hiran (PP) adotou tom crítico à justificativa que embasou a decisão judicial. Para ele, as condições atuais do ex-presidente não caracterizariam risco de fuga.
“É difícil compreender como alguém que já se encontra com restrições, residência vigiada 24 horas e idade avançada poderia representar risco de fuga. Registro aqui minha solidariedade ao ex-presidente e reafirmo meu compromisso com a defesa do Estado Democrático de Direito, que precisa ser respeitado em todas as suas instâncias”, afirmou.
O parlamentar acrescentou que o momento exige equilíbrio e cautela das autoridades responsáveis. “O Brasil vive um momento delicado e é fundamental que cada ação das autoridades seja tomada com equilíbrio, justiça e transparência. É hora de estarmos atentos, unidos e firmes na defesa das liberdades, das garantias constitucionais e do respeito às instituições”, concluiu o senador.
O deputado federal Pastor Diniz (União) também comentou a decisão.
“Ele não está tendo um julgamento normal, obedecendo um processo legal. É um julgamento político, de uma Corte falida e totalmente política, que não é mais Constitucional. Um ministro que quer se vingar, covarde. No tempo certo nós haveremos de ter o Brasil que nós sonhamos”, declarou o parlamentar.
Em nota oficial o Partido Liberal (PL) divulgou:
“Hoje, dia 22, causou espanto a medida desnecessária tomada contra Jair Bolsonaro. Todos sabem do estado de saúde debilitado em que ele se encontra, resultado da facada e das sucessivas cirurgias. A defesa do presidente adotará todas as medidas necessárias para reverter essa decisão. O Partido Liberal sempre apoiará Jair Messias Bolsonaro, o maior líder político da história deste país”, diz.
“O presidente Bolsonaro vai superar isso e sair mais forte”, declarou o presidente do PL em Roraima, Coronel Zeitoune.
No fim do dia, o senador Mecias de Jesus (Republicanos) também se manifestou.
“Lamento profundamente a prisão do presidente Bolsonaro. Mais do que nunca, o Congresso tem o dever de votar com urgência uma anistia ampla, geral e irrestrita, instrumento que já beneficiou muitas das lideranças que hoje estão no poder. O país precisa de pacificação”, publicou.








