O número de jornalistas e profissionais da imprensa mortos em decorrência do exercício da profissão em 2025 chegou a 128, segundo dados divulgados pela Federação Internacional de Jornalistas (FIJ). O total representa um dos anos mais letais para a categoria e expõe a persistência da violência e da impunidade contra quem trabalha com informação em zonas de conflito e outras situações de risco.
A lista final de mortos, publicada em 31 de dezembro, inclui 128 profissionais, sendo 10 mulheres, além de nove mortes classificadas como acidentais. A atualização também incorporou 17 casos confirmados após meados de dezembro, reforçando a gravidade do cenário enfrentado pela imprensa em 2025.
De acordo com o levantamento da FIJ, a região com maior número de jornalistas assassinados foi o Oriente Médio e o mundo árabe, com 74 mortes, o que corresponde a 58% de todos os casos registrados no ano. Desses, 56 ocorreram na Palestina, em meio ao conflito e à escalada da violência, cenário que tem sido considerado extremamente perigoso para profissionais de mídia que atuam no local.
O relatório também destaca episódios de violência em outras partes do mundo, como Iêmen, Ucrânia, Sudão, Peru, México, Colômbia, Honduras e Equador, entre outros países onde jornalistas foram mortos enquanto cobriam conflitos armados, protestos ou situações de insegurança.
Além dos casos fatais, a FIJ divulgou que 533 jornalistas permaneciam presos em todo o mundo, com a China liderando o ranking de encarceramento de profissionais da mídia, seguida por outros países com práticas repressivas contra a imprensa.
Em nota sobre o relatório, o secretário-geral da FIJ, Anthony Bellanger, afirmou que os números “não são apenas estatísticas, mas um alerta global sobre os riscos enfrentados por jornalistas”, ressaltando a necessidade de medidas concretas para proteger a liberdade de imprensa e garantir segurança para quem cobre notícias em contextos de conflito e crise.
O levantamento anual da FIJ é considerado um dos mais abrangentes sobre violência contra jornalistas no mundo e registra mortes desde 1990, ano em que a organização começou a documentar os assassinatos de profissionais da imprensa.








