O Ministério Público Eleitoral deu parecer favorável à cassação do vereador de São Luiz, Faguinho (Progressistas), por suspeita de compra de votos nas eleições de 2024. Ele chegou a ser preso pela Polícia Federal (PF).
No documento, assinado no dia 9 de janeiro, a promotora Lara Von Held também sugere a inelegibilidade do parlamentar até 2032.
Conforme as investigações, o parlamentar, com a ajuda da esposa, coordenou um esquema de compra de votos nos dias que antecederam o pleito. Mensagens extraídas de celulares e documentos apreendidos pela Polícia Federal indicam que o então candidato repassava dinheiro e benefícios a eleitores em troca de votos.
Em um dos diálogos, Faguinho instrui a esposa a pagar R$ 300 a uma eleitora e a transferir R$ 1.400 via Pix para outra eleitora. A polícia também encontrou R$ 1.700 em espécie na casa do vereador , além de cópias de títulos eleitorais de pessoas que não residiam no local.
O primeiro suplente do Progressistas, Roberto da Rocha Silva, apresentou a denúncia contra o vereador em uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije). Ele é o primeiro suplente do PP.
A investigação identificou que veículos ligados a Faguinho circulavam pela cidade distribuindo dinheiro em troca de votos. Durante uma abordagem, a polícia encontrou diversos materiais de campanha do então candidato, além de envelopes bancários com valores anotados manualmente. Em um desses pacotes, havia R$ 250 em cédulas de R$ 50. O condutor confirmou que o carro pertencia ao político e estava sendo usado para compra de votos.
Na ação, a defesa de Faguinho argumenta que as mensagens estão descontextualizadas e nega a compra de votos. Alegou ainda que os valores encontrados eram oriundos de suas empresas e que as passagens e hospedagens pagas a terceiros não tinham finalidade eleitoral.