O Comando Operacional Conjunto Catrimani II iniciou o ano de 2026 intensificando as ações de combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami (TIY), em Roraima. No dia 1º de janeiro, uma equipe de Engenharia do Exército Brasileiro (EB) interditou a pista conhecida como Majestade, localizada na região Norte da TIY. É a terceira pista clandestina destruída na Terra indígena em poucos dias de diferença. Nos dias 23 e 24 de dezembro, outras duas pistas foram inutilizadas pelo Conjunto Catrimani II.
Demonstrando elevado grau de interoperabilidade, as Forças Armadas empregaram a aeronave H-60L Black Hawk, da FAB, que executou a infiltração e exfiltração de militares e materiais do EB. A estrutura de pouso, alvo da ação, vinha sendo utilizada por aviões de pequeno porte e helicópteros para o transporte rápido de insumos destinados à mineração ilegal. A destruição da pista tem o objetivo de realizar a desintrusão do garimpo ilegal da Terra Indígena Yanomami e proteger os recursos naturais.
Além da interdição, os militares realizaram vasculhamento da área, inutilizando instalações associadas ao garimpo. A região onde ocorreu a operação apresenta acesso restrito. Sendo assim, o estratégico emprego de tropa e o reconhecimento aéreo de pontos de interesse possibilitaram avaliar vias de acesso, viabilizando condições para atuações futuras.
O emprego de militares das Forças Armadas explora suas capacidades individuais e de coordenação entre si e potencializa a repressão sobre o garimpo na TIY. Tal ação possui grande efeito e afeta a resiliência das atividades logísticas do garimpo.
Operação Catrimani II
A Operação Catrimani II é uma ação conjunta entre órgãos de Segurança Pública, Agências e Forças Armadas, em coordenação com a Casa de Governo no Estado de Roraima, em cumprimento à Portaria GM-MD N° 5.831, de 20 de dezembro de 2024, que visa agir de modo preventivo e repressivo contra o garimpo ilegal, os ilícitos transfronteiriços e os crimes ambientais na TIY.








