Foto: Divulgação

De acordo com um estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), 14,2 mil crianças em Roraima vivem sem acesso adequado à água. A pesquisa, divulgada em janeiro de 2024, mostra que 7.580 crianças estão em uma situação intermediária de privação, enquanto 6.630 enfrentam uma privação extrema.

O levantamento, que analisa a realidade entre 2019 e 2023, foi relembrado neste sábado (22), em comemoração ao Dia Mundial da Água. Embora o número de crianças afetadas seja significativo, o estado de Roraima não ocupa as primeiras posições entre os mais críticos em termos de acesso à água.

Em nível nacional, o estudo revela que 2,8 milhões de crianças no Brasil não têm acesso adequado à água, com destaque para as áreas rurais, onde 21,2% das crianças enfrentam essa falta, comparado a 2,4% nas áreas urbanas. Além disso, 19,6 milhões de crianças e adolescentes no Brasil vivem em condições inadequadas de saneamento básico, com 92% das crianças nas zonas rurais sem esse acesso essencial.

O estudo também revela que a falta de acesso à água e ao saneamento é mais grave nas regiões Norte e Nordeste, especialmente nos estados do Acre, Paraíba, Amazonas, Pará e Alagoas, que apresentam os maiores índices de privação.

Como resposta a essa situação, o Unicef realizou ações em 2024 que beneficiaram mais de 250 mil pessoas em oito estados, incluindo Roraima. Essas ações incluíram melhorias em escolas, unidades de saúde e comunidades vulneráveis, como indígenas e quilombolas.

Rodrigo Resende, Oficial de Água, Saneamento e Higiene do Unicef no Brasil, enfatizou a importância de políticas públicas para garantir o acesso à água potável e saneamento, serviços que são fundamentais para a saúde, educação e outros direitos essenciais das crianças.

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