Rodrigo Cataratas. Foto: divulgação.

O empresário Rodrigo Martins de Mello, conhecido como Rodrigo Cataratas, foi condenado pela Justiça Federal em Roraima por liderar um grupo criminoso responsável pelo garimpo ilegal e degradação ambiental na Terra Indígena Yanomami, no noroeste do estado. A sentença foi proferida pelo juiz federal Victor Oliveira de Queiroz da 4ª Vara Federal Criminal de Boa Vista e publicada em 29 de janeiro de 2026.

Cataratas, que se apresenta publicamente como garimpeiro e defensor da exploração mineral, recebeu 16 anos e 7 meses de prisão em regime fechado e foi condenado ao pagamento de mais de R$ 31,7 milhões em indenizações por danos à coletividade, a pena mais alta entre os réus por ser considerado o líder da organização.

Também foram condenados seu filho, Celso Rodrigo de Mello, que atuava como braço direito no esquema e recebeu cerca de 8 anos e 8 meses de prisão, e sua irmã, Brunna Martins de Mello, sentenciada a 8 anos e 8 meses, além de indenizações e multas por participação financeira e logística. Outro integrante, Leonardo Kassio Arno, foi punido com pena semelhante por atuação no grupo.

A defesa declarou que a decisão ignora documentos que, segundo eles, comprovariam a legalidade das atividades do grupo, como notas fiscais, licenças ambientais e autorizações da Agência Nacional de Mineração, e afirmou que vai recorrer da sentença.

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