
A intenção de consumo das famílias registrou queda de 4,7% em maio, segundo pesquisa divulgada nesta semana pela Federação de Comércio, Bens, Serviços e Turismo de Roraima (Fecomercio-RR). A retração mensal é a mais intensa desde janeiro do ano passado.
Influenciado pelos impactos econômicos da epidemia do novo coronavírus, o indicador chegou ao segundo resultado mensal negativo consecutivo, caindo para 98,8 pontos e permanecendo abaixo dos níveis de satisfação (100 pontos) e de indiferença.
A maioria dos roraimenses ainda acredita que vai consumir menos nos próximos meses. O índice registrou queda de 7%. Também cresceu a parcela de consumidores que acreditam ser um mau momento para compra de bens duráveis, como eletrodomésticos, eletrônicos, carros e imóveis. O percentual caiu 16,5% neste mês. O levantamento mostra também que os roraimenses estão pessimistas com relação à perspectiva profissional, com retração de 7,15%.
O ICF (Intenção de Consumo das Famílias) é composto por sete categorias diferentes, que abrange as condições profissionais e de renda das famílias, além dos níveis de consumo, acesso a crédito e perspectivas futuras de consumo. Os índices variam de 0 a 200 pontos com nível de indiferença de 100 pontos. Valores acima de 100 pontos mostram um comportamento mais otimista das famílias em relação ao consumo.