A Polícia Civil de Roraima prendeu, na manhã desta terça-feira, 10, um idoso de 75 anos suspeito de estuprar a própria neta, de 7 anos, ao longo de aproximadamente quatro anos. A prisão ocorreu no bairro Senador Hélio Campos, em Boa Vista, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva.
A ação foi realizada pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Além do avô, os pais da criança também são investigados no caso por omissão penalmente relevante, por supostamente terem conhecimento dos abusos e não terem impedido a continuidade dos crimes.
De acordo com o delegado Matheus Rezende, titular da DPCA, o caso chegou ao conhecimento da Polícia Civil no final de outubro de 2025. A Polícia Militar foi acionada por meio do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) após um familiar perceber marcas no corpo da criança.
Ao ser questionada sobre o que havia ocorrido, a menina relatou que vinha sofrendo abusos cometidos pelo avô. Segundo a investigação, ela também teria sido agredida pelos pais após revelar o que acontecia.
A partir da denúncia, a Polícia Civil iniciou diligências para apurar as circunstâncias das agressões e das acusações de abuso sexual.
Durante a investigação, os policiais identificaram indícios de um cenário de violência contínua que teria se prolongado por cerca de quatro anos. Conforme apurado, os abusos teriam começado quando a vítima tinha apenas três anos de idade.
Diante dos elementos reunidos no inquérito, a autoridade policial representou pela prisão preventiva do avô e também solicitou a prisão dos pais da criança.
Ao analisar o pedido, a Justiça decretou a prisão preventiva do idoso, considerando a gravidade dos crimes investigados, a periculosidade do suspeito e o risco de reiteração delitiva.
Pais respondem por omissão
Em relação aos pais da criança, identificados pelas iniciais E. P. A., de 45 anos, e I. B. S., de 46 anos, a Justiça determinou a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão.
Segundo a Polícia Civil, as investigações indicam que os genitores teriam conhecimento das condutas do agressor. Nesses casos, a legislação prevê responsabilização por omissão imprópria, quando quem tem o dever legal de impedir o crime deixa de agir para evitar o resultado.
Todos os envolvidos serão indiciados pelo crime de estupro de vulnerável. Enquanto o avô responde como autor direto, os genitores serão indiciados na modalidade de omissão imprópria.








