ESTUPRADOR
Foto: Ascom PCRR

Um homem de 33 anos foi preso em flagrante acusado de estuprar uma criança de oito anos na comunidade indígena Cachoeira do Sapo, no município de Normandia. A prisão foi convertida em preventiva após audiência de custódia realizada nesta segunda-feira, 23, e o suspeito foi encaminhado ao Sistema Prisional.

Segundo a Polícia Civil de Roraima, o acusado foi autuado pelos crimes de estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal, e importunação sexual, artigo 215-A. O Auto de Prisão em Flagrante foi lavrado pelo delegado Alberto Alencar, titular da Delegacia de Normandia, que respondia pelo plantão regional.

De acordo com a investigação preliminar, o suspeito morava na residência da família da vítima havia cerca de cinco meses. Ele teria sido convidado pelo padrasto da criança, com quem mantinha amizade, enquanto buscava trabalho na região. Conforme apurado, ele aproveitou a ausência dos responsáveis para praticar atos libidinosos contra a menina.

O crime foi interrompido quando um parente da família chegou ao imóvel e flagrou a situação. Lideranças indígenas da comunidade contiveram o homem até a chegada da Polícia Militar de Roraima, que realizou a condução à delegacia. O Conselho Tutelar foi acionado.

Ainda segundo o delegado, o suspeito inicialmente permaneceu em silêncio, mas posteriormente confessou ter tocado o corpo da criança. A autoridade policial também apontou agravante em razão da relação de confiança, já que o homem convivia com a família e era tratado pelas crianças como um “tio”.

Horas antes do crime, a mãe da vítima havia sido levada à delegacia para registrar ocorrência de violência doméstica contra o companheiro, padrasto da criança. Ele também foi preso em flagrante por agressão e responderá ao processo em liberdade após audiência de custódia.

O padrasto também foi autuado em flagrante por violência doméstica. Após audiência de custódia, responderá ao processo em liberdade. A criança recebeu atendimento médico e está sob acompanhamento do Conselho Tutelar. O caso segue sob investigação da Polícia Civil para apuração completa dos fatos.

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