As Forças Armadas destruíram no sábado, 7 de março, a terceira pista de pouso clandestina usada pelo garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami apenas em 2026. A estrutura, conhecida como Pista do Caveira, foi inutilizada durante operação do Comando Operacional Conjunto Catrimani II em coordenação com a Casa de Governo em Roraima.
Para impedir novas operações aéreas na área, os militares utilizaram 400 quilos de explosivos distribuídos em oito pontos de detonação, provocando crateras ao longo da pista e inviabilizando pousos e decolagens de aeronaves utilizadas na logística do garimpo ilegal.
A operação mobilizou tropas especializadas e contou com apoio aéreo de um helicóptero UH-15 Super Cougar da Marinha do Brasil e um H-60 Black Hawk da Força Aérea Brasileira, responsáveis pelo transporte de militares e equipamentos até a região.
A inutilização da pista atinge diretamente a logística da mineração ilegal. Estruturas desse tipo funcionam como base para aeronaves de pequeno porte responsáveis pelo transporte de combustível, maquinário, peças de reposição, mantimentos e trabalhadores envolvidos na atividade clandestina.
Com a destruição dessas rotas aéreas, as autoridades buscam dificultar o abastecimento das frentes de garimpo e reduzir a capacidade operacional dos grupos que atuam dentro do território indígena.
Duas pistas já haviam sido destruídas neste ano
Antes da ação realizada em março, outras duas pistas clandestinas já haviam sido inutilizadas na Terra Yanomami em fevereiro durante operações da Catrimani II na região do Xitei, área de garimpo conhecida como Pupunha.
De acordo com o registro da operação, uma pista foi destruída entre os dias 3 e 6 de fevereiro, durante ações de combate à logística do garimpo ilegal na região.
Posteriormente, uma segunda pista clandestina foi interditada nos dias 9 e 10 de fevereiro, também com uso de explosivos e apoio de aeronave da Força Aérea Brasileira. Com a ação mais recente, o número de estruturas aéreas ilegais inutilizadas pelas Forças Armadas chega a três apenas em 2026.








