As Forças Armadas causaram prejuízo estimado em R$ 645,3 milhões às estruturas do garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, segundo dados divulgados pela Operação Catrimani II. O valor considera bens apreendidos ou destruídos até 21 de janeiro de 2026.
De acordo com o balanço da operação, foram inutilizados 778 acampamentos clandestinos, 78 pistas de pouso ilegais e 45 aeronaves utilizadas na atividade. Também houve apreensão e destruição de 232 quilos de mercúrio e 236 mil litros de óleo diesel empregados na logística dos garimpos.
Desde março de 2024, a operação contabiliza cerca de 9 mil ações, 49.444 abordagens e 328 prisões. As atividades envolvem Exército, Marinha e Aeronáutica, além de órgãos de segurança pública e agências federais que atuam no estado.
Entre as medidas executadas estão a interdição de pistas com uso de explosivos, destruição de dragas e motores, inutilização de estruturas de extração mineral e bloqueio de rotas fluviais usadas para abastecimento das áreas de garimpo.
A Operação Catrimani II foi formalizada por meio da Portaria GM-MD nº 5.831, de 20 de dezembro de 2024, com o objetivo de combater o garimpo ilegal e crimes ambientais na Terra Yanomami.








