Familiares denunciam que uma mulher ficou com gaze de tecido, usada como curativo, dentro do corpo após um parto normal realizado no Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth, em Boa Vista. O material só teria sido retirado dias depois, já com odor forte, após a paciente relatar dor intensa e ardência.
Segundo o relato, a situação foi percebida em casa, quando a família identificou algo incomum e encontrou as gazes no interior da genitália. A paciente teria retornado à unidade de saúde após o episódio para receber atendimento.
“Aqui tinha dentro da minha netinha, depois do parto dela, um monte de gases podre. É isso aí, gente, o que está acontecendo na maternidade. Olha o tanto de gases. Isso aí é gases que está dentro dela. Podre, podre, podre. Depois dos oito dias que ela sentindo dor, sentindo dor, ela foi reparar”, disse a avó da paciente.

Ela relatou ainda questionou a falta de cuidado por parte da unidade de saúde. “É falta de cuidado, falta de engenho, falta de atenção, é falta de atenção. Por isso que muitos morrem. É isso aí. Estava dentro dela, dentro da minha netinha, depois do parto dela. Podre, podre. Isso aí é gases, um monte de gases”, relatou a a avó da paciente em um vídeo.
Outro lado
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde informou que a paciente deu entrada na unidade em trabalho de parto ativo e evoluiu para parto normal.
Após o procedimento, segundo a pasta, ela foi encaminhada ao alojamento conjunto com orientação para retirar o tampão vaginal, um tipo de curativo feito com gaze de tecido, antes da alta hospitalar.
De acordo com a secretaria, a paciente não apresentou queixas durante a internação e recebeu alta no dia 14 de março, dentro dos critérios clínicos estabelecidos. A Sesau afirma, no entanto, que a retirada do material não foi realizada.
Após o caso, a maternidade informou que vai reforçar os protocolos de segurança, com ampliação do uso de checklist e maior controle na comunicação entre as equipes, especialmente no registro e retirada desse tipo de material.









