Roraima registrou um aumento de 8,71 pontos percentuais na participação das classes A, B e C entre 2022 e 2024. A população nessas faixas de renda passou de 53,46% para 62,17% no período, de acordo com levantamento da Fundação Getulio Vargas.
O estudo considera classe A as famílias com renda acima de 20 salários mínimos, classe B aquelas com renda familiar entre 10 e 20 salários mínimos e classe C as que recebem entre 4 e 10 salários mínimos. O avanço no estado reflete uma mudança no perfil econômico local ao longo dos dois anos analisados.
Em nível nacional, a pesquisa aponta que 17,4 milhões de pessoas deixaram a pobreza e passaram a integrar classes de maior renda no mesmo intervalo, o que representa um crescimento de 8,44 pontos percentuais em todo o país.
Integração
Segundo a FGV, o resultado foi impulsionado principalmente pelo aumento da renda do trabalho e pela integração de políticas públicas, como o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de iniciativas voltadas ao acesso à educação e ao crédito.
Para o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, os dados refletem os efeitos dessas ações sobre a renda das famílias de menor poder aquisitivo.
“A gente vê pessoas que estavam no Cadastro Único, no Bolsa Família, e que agora estão na classe média. Isso mostra que o programa não é só transferência de renda. Ele abre portas para a educação, para o trabalho e para o empreendedorismo”, disse.







