A Venezuela foi o destino número 1 das exportações de Roraima em 2024. Dos US$ 346,2 milhões exportados pelo Estado do Norte do Brasil, US$ 144,9 milhões ou 42% foram ao país vizinho que enfrenta, neste momento, uma crise sem precedentes após as Forças Armadas dos Estados Unidos (EUA) capturar o líder venezuelano Nicolás Maduro em uma operação realizada no último sábado, 6.
Entre as principais exportações para o território venezuelano estão itens de primeira necessidade, como extrato de malte, açúcar, margarina, derivados de soja, carnes e miudezas. As informações foram apuradas pela reportagem junto à Secretaria de Estado de Planejamento e Orçamento de Roraima.
Convertidos, os recursos da exportações venezuelanas representam R$ 788,3 milhões. Gráfico produzido pela pasta do governo estadual, usando os dados de 2024, mostram que a Venezuela e Guiana representam 52% da corrente de comércio no Estado. Os dois países são seguidos por China, Argélia e Alemanha. Os Estados Unidos estão em 12ª posição no ranking.

Além de Roraima, o Amazonas também exportou para o país vizinho em 2024. Ao todo, foram exportados US$ 59,2 milhões à República Bolivariana da Venezuela. Entre os produtos do Amazonas estão produtos não industrializados, como preparações alimentícias, misturas e pastas e açúcar de cana e beterraba, segundo a Secretaria de Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas.
No período, o Amazonas exportou R$ US$ 970,39 milhões. De acordo com os dados consultados, as exportações para Venezuela representaram 6%. Em real, o volume de exportação aos venezuelanos é de R$ 320,7 milhões. No geral, o Estado exportou mais bens de consumo industrializados produzidos no Polo Industrial de Manaus.
Intervenção dos EUA
Moradores da América do Sul acordaram no último sábado, 3, com a informação de que os EUA, após autorização de Donald Trump, conduziam uma operação militar na Venezuela que resultou em bombardeios à capital Caracas e na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro por forças americanas.
Após a intervenção, o presidente Trump anunciou que os Estados Unidos vão administrar o país até que uma transição segura seja concluída, o que ainda não tem prazo definido. Em uma declaração nas primeiras horas após o ataque, o americano declarou que a ganhadora do prêmio Nobel da Paz de 2025 e líder da oposição, María Corina Machado, não teria apoio suficiente para governar.








