Estudantes da Escola Municipal Professora Carmem Eugênia Macaggi, no bairro Asa Branca, em Boa Vista, participam de um projeto que utiliza jogos pedagógicos para estimular a leitura e a escrita entre alunos em fase de alfabetização.
A iniciativa, intitulada “Equipe CEM e Família Laços que Alfabetizam”, é aplicada dentro da unidade com foco nas turmas iniciais do ensino fundamental e uso de atividades lúdicas como apoio ao processo de aprendizagem.
Segundo a professora Lúbia Ingrind Cipriano dos Santos, a proposta foi adotada como alternativa para apoiar alunos nos primeiros anos do processo de alfabetização, com uso de recursos disponíveis na escola.
“O 1º e o 2º ano estão na idade de alfabetização. Pensamos em recursos simples e acessíveis, a exemplo dos jogos, que já fazem parte da realidade deles. Com o uso dos Chromebooks da escola, os alunos puderam desenvolver essas ferramentas de aprendizagem”, explicou.
A dinâmica do projeto envolve estudantes do 5º ano, que recebem listas de palavras e produzem jogos educativos com orientação da equipe pedagógica. Após a finalização, os materiais são utilizados por turmas do 1º e 2º ano, conforme cronograma interno da escola.
As atividades incluem exercícios de vocabulário e leitura, com proposta de aprendizagem em formato lúdico. De acordo com a gestão da unidade, a ação integra o planejamento escolar voltado à alfabetização.
“Identificamos a necessidade de reduzir o número de alunos não alfabetizados. Então, pensamos em envolver os estudantes que já dominam a leitura e também os recursos tecnológicos, tornando o aprendizado mais atrativo”, afirmou a gestora Wiliane Moraes.
Participação dos estudantes
Alunos do 5º ano relatam participação no processo de criação dos jogos e interação com colegas mais novos. “Hoje em dia, com tanta tecnologia, criar jogos para ensinar ajuda muito. Todos aprendem brincando e avançam na leitura”, disse Nicolas de Sousa, de 10 anos.
Já Laura Braga, também de 10 anos, destacou uma das atividades desenvolvidas. “O meu favorito é o jogo do labirinto. Tem imagens e desafios. É divertido e ajuda tanto quem joga quanto quem criou”, explicou.
Segundo a escola, o projeto também busca incentivar a participação de responsáveis no acompanhamento das atividades escolares, dentro da proposta de integração entre escola e família.








