O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu na segunda-feira (26), no Palácio do Planalto, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, e o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, em um encontro que reforçou o protagonismo do Brasil no futebol global e projetou o país como sede de eventos esportivos de grande porte. Também participaram da reunião o técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, e o ministro do Esporte, André Fufuca.
O foco principal da conversa foi a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil entre 24 de junho e 25 de julho, em oito cidades-sede distribuídas pelo país — a primeira edição da competição sediada em um país sul-americano com 32 seleções na disputa.
Segundo Infantino, o torneio tem potencial para se tornar o melhor Mundial Feminino da história, atraindo entre três e quatro milhões de torcedores e audiência global estimada em bilhões de espectadores, em um evento que combina futebol e cultura.
Para Samir Xaud, o encontro foi uma oportunidade de reforçar a importância da parceria entre governo, CBF e FIFA na preparação do Mundial. O dirigente enxerga o evento como um marco de desenvolvimento do futebol feminino no Brasil e na América do Sul, capaz de impulsionar a modalidade e inspirar futuras gerações de atletas.
“Estamos vivendo um momento ímpar. Esse evento será um divisor de águas para o nosso futebol feminino e para o futebol sul-americano”, afirmou Xaud em Brasília.
Brasil ambiciona outros grandes torneios
Durante a conversa, também foi discutido o interesse do Brasil em sediar a Copa do Mundo de Clubes da FIFA em 2029. Embora esse tema não tenha sido a pauta central com Lula, a intenção de apresentar uma candidatura brasileira foi reforçada por membros da CBF e reafirma a ambição do país em receber mais competições internacionais de alto nível.
O encontro no Planalto demonstra a articulação entre o governo e as principais entidades do futebol para consolidar o Brasil como um centro de grandes eventos esportivos, fortalecendo o legado da Copa do Mundo Masculina de 2014 e impulsionando a presença do país nas agendas esportivas internacionais.
Além de temas esportivos, líderes presentes destacaram que a visibilidade do Mundial Feminino pode ser utilizada como plataforma para debater questões sociais relevantes, como a promoção da inclusão e o enfrentamento à violência de gênero, reforçando o papel do futebol como vetor de transformação social








