Dr. Hiran (PP-RR). Foto: Geraldo Magela/ Agência Senado

O desempenho insatisfatório do curso de Medicina da Universidade Estadual de Roraima no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) voltou a colocar no centro do debate a qualidade da formação médica no Brasil. A instituição obteve nota 2, em uma escala que vai até 5, resultado considerado abaixo do mínimo esperado para cursos da área da saúde.

Sem citar nominalmente a UERR, mas diante do cenário, o senador Dr. Hiran (PP-RR) afirmou que os números do Enamed acendem um alerta grave sobre a forma como futuros médicos estão sendo formados no país. Segundo ele, o problema vai além do desempenho individual dos estudantes e está diretamente ligado à estrutura e à organização das faculdades.

“Estamos falando de futuros profissionais que, em muitos casos, estão sendo lançados no mercado sem a preparação adequada para exercer a Medicina com responsabilidade, competência e segurança”, afirmou o parlamentar.

O senador destacou que as deficiências começam muito antes da conclusão do curso. De acordo com ele, faculdades mal avaliadas, sem estrutura adequada, sem hospitais de ensino e sem campo prático real comprometem a formação desde os primeiros anos. “O mais preocupante é que todos esses estudantes vão se formar, independentemente da nota da instituição, e a maioria atuará sem passar por residência médica”, alertou.

Para Dr. Hiran, os resultados do Enamed reforçam a necessidade de avançar no debate sobre a criação de uma prova nacional de proficiência em Medicina. Ele argumenta que a medida não tem como objetivo desvalorizar os profissionais, mas proteger a população e elevar o padrão da formação médica no país.

“Defender a prova de proficiência não é atacar médicos. É proteger a população, valorizar os bons profissionais e resgatar a seriedade da formação médica no Brasil. A saúde pública não pode ser tratada com improviso”, declarou.

O senador afirmou ainda que seguirá atuando no Congresso Nacional para que o instrumento de avaliação avance. “Seguiremos firmes para aprovar esse mecanismo essencial, garantindo que quem exerça a Medicina no Brasil esteja verdadeiramente preparado para cuidar de vidas”, concluiu.

O resultado da UERR no Enamed amplia a pressão por mudanças estruturais no ensino médico em Roraima e reforça o debate sobre responsabilidade institucional, fiscalização e compromisso com a qualidade da formação oferecida à sociedade.

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