A Polícia Civil de Roraima (PCRR) fez diligências, na capital e em um sítio na região do Surrão, no município do Cantá, no âmbito da “Operação Cérbero” para cumprir três mandados de prisão e de busca e apreensão domiciliar.
Dois homens de 52 e 24 anos, acusados de favorecimento à prostituição e estupro de vulnerável foram presos no bairro Senador Hélio Campos. Além disso, os policiais continuam as diligências para prender um terceiro investigado, de 36, que está foragido.
De acordo com a Civil, a operação Cérbero é um desdobramento da Operação Hagnos, deflagrada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, em novembro de 2024.
Na ocasião, a polícia prendeu duas pessoas suspeitas de envolvimento no esquema de exploração sexual infantil. A investigação teve início em 13 de novembro de 2024, após uma mãe procurar a delegacia para denunciar o abuso sofrido pela filha de 13 anos.
De acordo com o relato da mãe da vítima, uma mulher de 34 anos aliciou a menina. Ela induzia crianças e adolescentes à prática da prostituição. Além disso, a mulher também utilizava a própria filha, de 11 anos, para cooptar outras vítimas. Um dos envolvidos, um homem de 37, se aproveitava da vulnerabilidade das vítimas, oferecia dinheiro e presentes em troca de favores sexuais.
Segundo as investigações, o esquema funcionava com encontros marcados pela acusada, em um bar, localizado em um bairro na zona Oeste da Capital. O local era um ponto de encontro onde os suspeitos buscavam as vítimas e as levavam para pousadas e motéis. A investigada, além de aliciar as crianças, também se beneficiou financeiramente da exploração.
Ainda de acordo com informações da polícia, a partir da operação Hagnos, as diligências tiveram continuidade e foram identificadas mais duas vítimas, de 13 e 14 anos, e outros três homens passaram a ser investigados sob suspeita dos crimes de favorecimento à prostituição e estupro de vulnerável.
Por fim, os dois homens a polícia conduziu até a sede da DPCA, onde tiveram suas prisões formalizadas. Eles vão passar na quinta-feira,13, por Audiência de Custódia.