Deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP). Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados.

O presidente Lula escolheu a deputada paranaense Gleisi Hoffmann, atual presidente do PT, para assumir a Secretaria das Relações Institucionais, com status de ministério, no lugar de Alexandre Padilha – que foi para o lugar de Nísia Trindade, da Saúde, demitida em 25 de fevereiro. Após a articulação de levar a presidente do PT para a esplanada dos ministérios, agora será a vez de outro nome potente da esquerda, do PSOL, o deputado federal Guilherme Boulos, integrar o primeiro escalão do governo Lula 3.

Boulos, eleito deputado federal com mais votos em São Paulo em 2022, já foi líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Ele perdeu sua segunda eleição para a Prefeitura de São Paulo em 2024, mesmo com o apoio do governo Lula. Com perfil político combativo nas redes sociais, Boulos integra um grupo do PSol mais alinhado às políticas do governo.

Sua ida para o ministério tiraria espaço do PT na Esplanada, o que pode gerar resistência dentro do partido. Deputados do PT acham que é baixa possibilidade de Boulos assumir a Secretaria-Geral. Parte disso se deve à característica do cargo, que, segundo eles, exige um diálogo próximo com diversas organizações da sociedade civil.

Outro impedimento é o histórico de Boulos, frequentemente taxado como radical por setores de centro e de direita. Embora tenha se afastado da militância de rua e caminhado mais em direção ao centro, o “Boulos do antigo testamento” ainda motiva críticas e apelidos jocosos, por parte de colegas parlamentares de extrema-direita, de “invasor de terras”.

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