O furto qualificado registrado em maio de 2025 em uma joalheria localizada em um shopping da zona oeste de Boa Vista foi solucionado pela Polícia Civil de Roraima com a identificação dos executores, responsabilização criminal e condenação judicial. A Justiça aplicou pena de reclusão e ordenou o ressarcimento integral dos danos causados à vítima.
Segundo o delegado titular do 3º Distrito Policial, Matheus Fraga, o crime foi praticado durante um final de semana. “Após o fechamento do shopping, integrantes do grupo criminoso permaneceram no interior do estabelecimento e, durante a madrugada, invadiram a joalheria, arrombaram o cofre e subtraíram joias e dinheiro, causando um prejuízo estimado em R$ 550 mil”, afirmou.
As diligências resultaram na identificação de H M S A, de 27 anos, apontado como um dos executores diretos. A investigação também demonstrou que o grupo criminoso é oriundo da região Centro-Oeste e possui atuação interestadual voltada a furtos de joalherias em shoppings.
“O grupo atua em vários estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A dinâmica e a arquitetura dos shoppings, que costumam ser muito semelhantes, favorecem a atuação desse tipo de grupo altamente especializado. Não há integrantes do estado de Roraima, porém, os envolvidos foram identificados e presos em seus estados de origem a partir das investigações realizadas aqui”, explicou o delegado.
A Polícia Civil também apurou que o mesmo grupo pode ter participado de outro furto registrado em um shopping do bairro Caçari, em Boa Vista. “Conseguimos traçar o perfil dos integrantes desse grupo criminoso e verificamos que, embora os executores diretos não sejam os mesmos, o grupo responsável pela organização das ações é o mesmo”, destacou Fraga.
O delegado informou que a organização criminosa possui divisão de funções entre financiadores, organizadores e executores. Até o momento, dois executores diretos foram condenados. No caso de H M S A, a pena aplicada foi de quatro anos e três meses de reclusão.
O Judiciário reconheceu o prejuízo apurado no inquérito policial e determinou o ressarcimento integral dos danos à vítima com base nas provas reunidas durante a investigação.
Para o delegado, a conclusão do caso demonstra celeridade na responsabilização. “Em cerca de seis meses tivemos o crime, a investigação e a sentença condenatória, o que demonstra o compromisso da Polícia Civil de Roraima, em conjunto com os demais órgãos de persecução penal, em dar uma resposta rápida e efetiva à sociedade”, afirmou.
As investigações continuam para identificar e responsabilizar os demais integrantes do grupo.







