Foto: Divulgação/Cáritas brasileira

A Cáritas Brasileira iniciou o encerramento gradual de serviços de alimentação, água, saneamento e higiene para refugiados e migrantes em Roraima devido à interrupção de financiamentos internacionais. Os atendimentos serão descontinuados até março, com impactos diretos nos projetos mantidos em Boa Vista e Pacaraima.

Os programas atingidos incluem as ações de WASH, que abrangem instalações de água e higiene, e a oferta de refeições prontas, direcionadas sobretudo a venezuelanos que deixaram o país durante a crise humanitária. A instituição informou que a distribuição de alimentos no antigo Posto de Recepção e Apoio (PRA), em Boa Vista, se encerrará em 30 de janeiro, enquanto as estruturas de WASH permanecerão operando até março.

A suspensão ocorre após cortes nos recursos que mantinham os projetos desde 2025. Segundo a Cáritas, iniciativas como Sumaúma, Nutrindo Vidas e Orinoco eram financiadas integralmente pelo governo dos Estados Unidos, cuja transferência de recursos foi interrompida total ou parcialmente ao longo do último ano.

O contrato do projeto de alimentação foi encerrado unilateralmente pelo financiador, e o projeto de WASH teve subsídios mantidos apenas até 31 de dezembro do ano passado.

O programa de refeições atende atualmente cerca de 715 pessoas por dia, com cardápios adaptados para gestantes, lactantes, pessoas com doenças crônicas e pessoas com deficiência.

As quatro instalações de WASH, duas em Boa Vista e duas em Pacaraima, retomam atividades no dia 12 de janeiro em horário reduzido no caso da capital.

A organização informou ainda que possui garantias de financiamento de longo prazo para manter as operações de alimentação e instalações sanitárias.

A Cáritas informou ainda que segue monitorando os efeitos da migração venezuelana no estado e que outras ações humanitárias continuarão sendo realizadas pela rede local na Casa da Caridade, em Boa Vista.

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